<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916</id><updated>2012-01-30T17:52:10.091Z</updated><title type='text'>Fila C</title><subtitle type='html'>"Film lovers are sick people"
                François Truffaut</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-1787758783384185144</id><published>2011-02-09T17:06:00.020Z</published><updated>2011-02-15T21:54:54.518Z</updated><title type='text'>Facepoop</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/TVLMlKfUN0I/AAAAAAAAATk/ne258W-UV3A/s1600/the_social_network_poster.jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/TVLMlKfUN0I/AAAAAAAAATk/ne258W-UV3A/s320/the_social_network_poster.jpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571740627853653826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Confesso que, quando surgiram as primeiras notícias indicando que David Fincher ia realizar um filme sobre a criação do Facebook, fui acometido por uma sensação de receio. Depois do inconsequente "The Curious Case of Benjamin Button", balofo show-off de efeitos digitais, Fincher necessitava de redimir-se, de regressar à atmosfera obsessiva e oprimente que marcou os melhores momentos da sua obra. O ecos vindos da crítica norte-americana, quase unanimemente maravilhada com "The Social Network", e o arraial de nomeações e prémios acumulados até ao momento foram aligeirando o temor. Vãs esperanças...&lt;br /&gt;Mark Zuckerberg é-nos apresentado como um jovem estudante de Harvard que, durante uma birra pueril após ter levado uma tampa duma potencial namorada (mais tarde percebemos que esta mulher será o fulcro da sua obsessão, a primeira verdadeira paixão da sua vida) decide vingar-se e cria uma rede social para a comunidade universitária (inicialmente um esforço jocoso que, eventualmente, será alargado para o público em geral gerando o incontornável Facebook). Fincher tenta filmar esta história como se de uma picaresca epopeia moderna se tratasse, um putativo Don Quijote do século XXI que luta contra os moínhos de vento da inveja e da solidão da sociedade moderna. Ou talvez não.&lt;br /&gt;Aaron Sorkin, argumentista do filme, parece não saber como extrair interesse de uma sequência de eventos desprovidos de qualquer fundo dramático. Gosta claramente de brincar com as palavras e estas são debitadas a um ritmo alucinante pelas personagens. Contudo, a fronteira entre o diálogo perspicaz e a verborreia oca é frequentemente transposta (nem todos podem ser David Mamet). Oscilando entre o slice of life do mundo universitário e o thiller judicial, feito de acareações entre personagens cujas relações foram corroidas pelo sucesso estrondoso e meteórico do Facebook, "The Social Network" apresenta-se como um exercício árido sobre a sociedade contemporânea que, em algum momento, consegue retratar com eficácia a complexidade psicológica dos intervenientes ou o real impacto das consequências das suas acções. Como documento de uma era e de uma revolução social o filme falha rotundamente pela sua frieza e distanciamento em relação às personagens. Como potencial caricatura de uma juventude alienada e cada vez mais solitária (como Zuckerberg) falha ainda mais (é difícil esboçar um sorriso, mesmo que cínico). Por momentos parece que "The Social Network" vai enveredar por uma narrativa à lá "Rashomon", feita de múltiplas verdades ou versões da verdade sobre quem é o real autor do conceito do Facebook. Rapidamente tal ilusão se esvai. Até no capítulo da mise en scéne, em que Fincher não raro foi capaz de surpreender e até inovar, este filme salda-se num profundo fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/TVLNEx7oU_I/AAAAAAAAATs/814WLt4zHEA/s1600/TSNpic1.jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 201px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/TVLNEx7oU_I/AAAAAAAAATs/814WLt4zHEA/s320/TSNpic1.jpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571741171017339890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em que ficamos então? Efabulação sobre uma solidão cibernética? Conto moral sobre como o sucesso financeiro pode destruir a  nossa dimensão pessoal e emocional? Sinfonia patética sobre um amor não correspondido? Nada disso. O mais triste é perceber que por detrás da história de Mark Zuckerberg existia um substrato, mesmo que magro, sobre o qual os cineastas poderiam ter construído uma narrativa sólida, feita de personagens com dilemas reais e algum relevo na caracterização emocional. Ficamos com uma mão cheia de nada. O receio que confessei nas primeiras linhas deste texto sai confirmado e ampliado.&lt;br /&gt;Para onde caminha David Fincher como realizador? Neste momento trabalha num remake, aparentemente desnecessário, do sucesso cinematográfico sueco "The Girl with the Dragon Tattoo". O thriller é certamente um território mais familiar, mas será possível superar o factor precocidade na decisão de refilmar uma obra tão recentemente adaptada ao cinema? E que dizer do súbito delírio da crítica com um filme que é tão pouco representativo das qualidades do seu realizador? Fincher pode até ganhar, pela primeira vez, um Óscar por este seu esforço. Não seria a primeira vez que Hollywood premiaria um antigo pária por uma aproximação à banalidade das formas e conteúdos “aprovados” pelo establishment cinematográfico (o exemplo de Martin Scorsese e do seu "The Departed" vem imediatamente à ideia).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-1787758783384185144?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/1787758783384185144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=1787758783384185144' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1787758783384185144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1787758783384185144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2011/02/facepoop.html' title='Facepoop'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/TVLMlKfUN0I/AAAAAAAAATk/ne258W-UV3A/s72-c/the_social_network_poster.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-3397247816734816233</id><published>2009-09-02T22:49:00.013+01:00</published><updated>2009-09-02T23:32:22.836+01:00</updated><title type='text'>Playstation 2 à lá David Lynch</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;David Lynch é um dos realizadores mais proponderantes e reconhecidos das últimas três décadas. A sua carreira cinematográfica inclui clássicos como "Eraserhead", "O Homem Elefante", "Veludo Azul" ou "Mulholland Drive". Como co-criador da incontornável série "Twin Peaks", transportou o seu universo bizarro para a televisão. Menos conhecidas são as incursões do autor norte-americano noutras formas de expressão artística tais como a música, as artes gráficas, o cinema de animação e a publicidade. Nesta última área de actividade sobressai um conjunto de anúncios que criou e realizou a pedido da Sony, no ano 2000, para publicitar a consola do momento: a Playstation 2. É definitivamente de saudar a audácia do gigante electrónico japonês em dar largas à imaginação de Lynch, que nos ofereceu as 7 pequenas jóias do humor negro e do surrealismo que abaixo pode ser vistas. Da divertida subversão de ícones da história da sétima arte como "Bambi" e "O tubarão", passando pela auto-homenagem à atmosfera &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt; e industrial do seu "Eraserhead", até à contemplação da sabedoria dos povos nativos americanos, este mosaico audiovisual constitui uma bela introdução ao mundo criativo de David Lynch.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UwF03n7o4Iw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UwF03n7o4Iw&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ifq4AQppdVY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ifq4AQppdVY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mqNpm86_y7Y&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mqNpm86_y7Y&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-0UMDF5-QcM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-0UMDF5-QcM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_KKGw8h6We0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_KKGw8h6We0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VIdtfdJaqy8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VIdtfdJaqy8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ssyL90_8vpA&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ssyL90_8vpA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-3397247816734816233?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/3397247816734816233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=3397247816734816233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/3397247816734816233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/3397247816734816233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2009/09/playstation-2-la-david-lynch.html' title='Playstation 2 à lá David Lynch'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-941682462846771922</id><published>2009-08-21T22:54:00.072+01:00</published><updated>2009-08-22T11:39:31.380+01:00</updated><title type='text'>"Avatar" de James Cameron - Primeiras Impressões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So87qDljYTI/AAAAAAAAAPY/pMV-bxHGWHY/s1600-h/avatar_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372578474179649842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So87qDljYTI/AAAAAAAAAPY/pMV-bxHGWHY/s400/avatar_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de 4 anos de um longo processo de produção foram finalmente divulgadas as primeiras imagens de "Avatar", o novo filme de James Cameron que tem estreia marcada para 17 de Dezembro em Portugal. Para além da trailer, já disponível online, o realizador preparou uma montagem de sequências do filme, com cerca de 20 minutos de duração, que permitiu a alguns felizardos (este autor incluido) antever, na glória visual do 3D, o aspecto final da obra. Os detalhes conhecidos da história são escassos: Jake Sully, um marine paraplégico, é seleccionado para fazer parte do programa Avatar, que lhe permitirá incorporar um Na'vi. Estes organismos alienígenas habitam o planeta Pandora, para onde Jake é transportado e onde ficará a conhecer de perto a cultura e costumes daquela raça. A exploração cada vez mais intensa dos recursos de Pandora por parte dos humanos leva a que a sobrevivência dos Na'vi seja posta em causa, iniciando um conflito no qual Jake terá que escolher uma facção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372576362812716898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So85vKIct2I/AAAAAAAAAOw/qfaU0bB417U/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;preview&lt;/em&gt; exclusiva que ocorreu hoje em várias salas de todo o mundo, incluindo 4 em Lisboa e no Porto, inicia-se com uma breve introdução de James Cameron, que indica que as sequências apresentadas são retiradas da primeira parte do filme, de forma a preservar a integridade (e surpresas) da narrativa. No primeiro bloco de imagens assiste-se a um breve discurso do comandante das forças militares terrestres, lançando a temática de um conflito latente entre os humanos e os Na'vi, altura em que surge Jake Sully. No bloco de imagens seguinte vemos o protagonista a entrar na máquina que permitirá que a sua personalidade possa ser trasnferida para um corpo alienígena pré-preparado. Na interessante sequência seguinte, podemos ver a adaptação de Sully ao seu novo e gigante corpo, mas também ao seu fascínio por poder voltar a caminhar. As cenas seguintes são já ambientadas em Pandora, planeta de luxuriante flora e perigosa fauna. Surge uma sequência em que Neytiri, a protagonista feminina do filme, revela a sua aptidão agressiva e guerreira ao salvar Sully de um ataque de animais. Digna de menção é ainda a última sequência em que Sully, integrando-se entre o povo Na'vi, aprende a domar um ser alado que lhe permitirá deslocar-se pelo ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372576767980686290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So86GvgBS9I/AAAAAAAAAO4/LEVF8tNT7aU/s400/2.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera de antecipação gerada pela comunidade cinéfila em redor de "Avatar" é enorme, facto plenamente justificado pela obra anterior de James Cameron. "Terminator", "Aliens", "The Abyss" e "Terminator 2 - Judgement Day" atribuem-lhe o justo pergaminho de mestre da ficção científica cinematográfica, colocando-o, nesse âmbito, a par de realizadores como Stanley Kubrick, Steven Spielberg ou Ridley Scott. A este epíteto junta-se toda a panóplia tecnológica criada propositadamente para que este filme fosse possível, tornando-o num projecto profundamente ambicioso e que contribuiu efectivamente para moldar a forma como se poderá fazer cinema no futuro (nada a que o realizador canadiano já não nos tenha habituado). Atento às evoluções ocorridas no género da ficção científica nos últimos anos, em que a &lt;em&gt;hard sci-fi&lt;/em&gt; de espaçonaves e andróides tem dado lugar a uma fusão ou subversão quase total aos elementos temáticos da fantasia, Cameron revela também essa tendência em "Avatar", como é certamente notório na concepção dos Na'vi (aspecto físico, importação de elementos étnicos e integração cultural com a natureza) e das restantes criaturas que habitam o planeta Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372576996570561602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So86UDEF_EI/AAAAAAAAAPA/-3XzEvSK4Ro/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sendo verdade que 20 minutos de filme são muito pouco para que se possa formar uma ideia concreta sobre o aspecto narrativo, permitem-nos contudo tirar algumas ilações acerca da real dimensão da inovação visual que o mesmo acarreta. Podemos afirmar que a estética é magistral e, só por si, fará qualquer um ir ao cinema para ver o espectáculo óptico, amplificado pela aplicação da tecnologia 3D. A evolução no campo das expressões faciais é enorme em relação a esforços CGI anteriores, particularmente notória nos movimentos das bocas das personagens. O trabalho efectuado nos cenários é magnífico, mesclando a familiaridade das formas terrestres com elementos geológicos, vegetais e animais que tornam Pandora numa paisagem única. O showcase que nos foi dado a ver permite, essencialmente, apreciar o trabalho visual que possui, indubitavalmente, uma qualidade excepcional se bem que não totalmente original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372577573660344866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So861o5BQiI/AAAAAAAAAPI/2o707FPYurc/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, o factor originalidade torna-se cada vez mais difícil de atingir face à profusão de filmes que recorrem aos efeitos visuais digitais, universo criativo ao qual se têm juntado os videojogos. Ao verem "Avatar", muitos &lt;em&gt;gamers&lt;/em&gt; irão certamente sorrir ao verem elementos que recordam alguns jogos de êxito lançados na última década. Outro aspecto relevante, porque poderá criar alguma dose de desilusão, está relacionado com a eterna promessa do realismo do trabalho de CGI. "Avatar" atinge um grau elevadissimo de qualidade sendo, em alguns aspectos, o melhor jamais produzido, mas a colagem ao real termina quando se envereda na criação de um universo físico e orgânico totalmente novo, para o qual não temos pontos de comparação na nossa memória. Talvez por isso sintamos que os efeitos visuais são fantásticos, mas não suficientemente bons para que nos esquecermos que se trata dum trabalho criado em computador. Essa fronteira permanece para já e pelo que nos foi dado a ver, intransposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372577695393706818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So868uYg80I/AAAAAAAAAPQ/XMQIByG_rD0/s400/5.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No final fica apenas a promessa renovada de que "Avatar" será o filme mais relevante de 2009 e que estaremos prontos e expectantes para, em Dezembro, ver o aspecto final do novo épico de James Cameron.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fXF2nH4Z9sc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fXF2nH4Z9sc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="241"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-941682462846771922?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/941682462846771922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=941682462846771922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/941682462846771922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/941682462846771922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2009/08/avatar-de-james-cameron-primeiras.html' title='&quot;Avatar&quot; de James Cameron - Primeiras Impressões'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/So87qDljYTI/AAAAAAAAAPY/pMV-bxHGWHY/s72-c/avatar_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-4487960047962058842</id><published>2009-08-01T23:23:00.111+01:00</published><updated>2009-08-02T23:14:43.729+01:00</updated><title type='text'>Os melhores filmes "Forteanos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de um longo hiato o "Fila C" volta à vida com uma lista de filmes dedicados ao lado mais bizarro e inesperado da existência humana. Charles Fort foi um autor norte-americano que, entre o final do século XIX e início do século XX, se dedicou à recolha de relatos de acontecimentos estranhos e inexplicáveis. Durante anos revolveu livros e jornais em diversas bibliotecas, compilando uma colecção única de eventos que vão do curioso ao totalmente sobrenatural. O seu estilo de escrita vivo, pontuado por um humor inteligente, tornaram-no numa referência incontornável no estudo do oculto e do paranormal. Chuvas de peixes e sapos, poltergeists, desaparecimentos súbitos, explosões inexplicáveis e animais desconhecidos são apenas alguns dos elementos que surgem mencionados nos seus livros. O termo "Forteano" acabaria por ser usado, em homenagem a Charles Fort, abarcando todo o conjunto das fenomenologias sobrenaturais e paranormais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cinema, nos seus mais diversos géneros, possui diversos exemplos que ilustram, por vezes de forma surpreendentemente minuciosa, alguns dos fenómenos a que Fort se dedicou tão avidamente. Os filmes que se seguem serão talvez os que melhor representam esse interesse da sétima arte pelo bizarro e obscuro, numa escolha que leva em linha de conta, como sempre, os devidos critérios de qualidade artística. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Os Pássaros"&lt;/strong&gt; ("The Birds", 1963): Alfred Hitchcock, por mérito próprio, recebeu o epíteto de mestre do suspense. A sua grande capacidade para gerir milimetricamente os conflitos entre as personagens dos seus filmes, revelando gota a gota as suas motivações, amplificava a tensão até limites quase insuportáveis. "Os Pássaros" surge como uma obra única na carreira do realizador britânico na qual o suspense não reside em traições ou crimes cometidos por humanos, passíveis de explicação à luz dos seus perfis psicológicos, mas no terror causado por incompreensíveis ataques organizados de pássaros numa pequena localidade costeira da Califórnia. Partindo de uma fina teia de relações humanas, pautada por um romance em desenvolvimento entre os protagonistas, Hitchcock põe-nos na companhia de pessoas comuns para com eles partilharmos a verdadeira dimensão do absurdo e do horror que se precipita quando somos confrontados com eventos inexplicáveis. Tudo culmina num enigmático e elíptico final, que acentua a dimensão apocalíptica deste clássico imortal do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Donnie Darko"&lt;/strong&gt; ("Donnie Darko", 2001): O surpreendente filme de estreia do realizador Richard Kelly tornou-se, imediatamente, num objecto de culto. A subversão que faz do género &lt;em&gt;teen movie&lt;/em&gt; é magistral, incorporando elementos de ficção cientifica e terror que criam um sentimento de profunda apreensão no espectador. No centro da acção, que se desenrola nos anos 80, está um aluno de liceu que é acometido por estranhas visões proféticas, nas quais um coelho gigante o leva a cometer actos aparentemente incongruentes. O retrato perfeito do desfasamento da juventude na era Reagan é sublinhado pelo tom ameaçador dos elementos paranormais da narrativa que fazem de "Donnie Darko" uma das obras mais marcantes da cinematografia do século XXI. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"A Última Vaga"&lt;/strong&gt; ("The Last Wave", 1977): Numa década que assistiu ao aparecimento de um grupo de brilhantes cineastas Australianos (conhecida como a Nova Vaga Australiana), a obra de Peter Weir surge como a mais proeminente e, diga-se, mais perene face à passagem dos anos. Este "A Última Vaga" destila todos os elementos que tornaram o seu autor num artista maior da cinematografia mundial: a originalidade visual e sonora, a incorporação de elementos míticos do passado distante no quotidiano presente e as consequências desse choque anacrónico. A história surreal de um advogado, que aceita defender um grupo de cinco aborígenes que são acusados de homicídio, é pontuada por acontecimentos e visões inexplicáveis que fazem acumular a tensão e a inevitabilidade da catástrofe que se anuncia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"A Profecia das Sombras"&lt;/strong&gt; ("The Mothman Prophecies", 2002): Baseando-se no livro homónimo do recentemente falecido John Keel, este filme é um exercício excepcional de terror psicológico onde somos lentamente envolvidos numa trama de estranhos acontecimentos. Um jornalista vai parar acidentalmente a uma pequena cidade do Ohio, onde os habitantes têm sido atemorizados por aparições de uma criatura alada que profetiza tragédias vindouras. A investigação destes eventos torna-se numa obsessão para o protagonista, que acaba também ele por ser testemunha de contactos bizarros e visões inexplicáveis. O trabalho do realizador Mark Pellington é plasticamente muito bem sucedido, obtendo forte sustentação numa montagem de som eficaz e numa banda sonora ímpar dos Tomandandy. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"2001: Uma Odisseia no Espaço"&lt;/strong&gt; ("2001: A Space Odyssey, 1968): O &lt;em&gt;magnum opus&lt;/em&gt; de Stanley Kubrick é um marco incontornável na história da arte mundial, uma reflexão intensa sobre a origem e sentido da vida Humana. Este é o derradeiro filme-mistério, uma realização audiovisual tão colossal que escapa a qualquer tentativa de explicação definitiva do seu significado. Foi assim que Kubrick quis que fosse, contando para isso com a colaboração de algumas das melhores mentes nas mais diversas áreas da arte, ciência e tecnologia, destacando-se entre todos o génio de Arthur C. Clarke. A relação do Homem com o Universo, o seu passado e futuro são temas transcendentais plasmados em "2001: Uma Odisseia no Espaço" e que o tornam num acontecimento cinematográfico e filosófico. Também por isso é um filme "Forteano", porque expressa a surpresa do ser humano face aos enigmas da sua existência e do que o rodeia sem preocupações em dar respostas simplistas que fechem a narrativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Piquenique em Hanging Rock"&lt;/strong&gt; ("Picnic at Hanging Rock", 1975): O segundo filme de Peter Weir a surgir nesta lista foi, na verdade, o primeiro a dar-lhe projecção internacional. Na Austrália Vitoriana de 1900, as estudantes dum colégio de raparigas deslocam-se ao campo para fazer um piquenique no dia de S. Valentim. Quatro delas, acompanhadas de uma professora, decidem explorar uma magnífica formação rochosa que marca a paisagem circundante. Apenas uma volta para junto do grupo e são organizadas buscas para encontrar as desaparecidas, que resultam num total insucesso. Este evento lança ondas de choque irreversíveis sobre a comunidade local e, especialmente, sobre o mundo fechado do colégio feminino. Weir consegue espelhar de forma belissima os sentimentos de frustração face a um evento inexplicável e a consequente obsessão pela descoberta da verdade. "Piquenique em Hanging Rock" é uma metáfora genial tecida sobre os conflitos interiores (transição da infância para a idade adulta) e exteriores das personagens (o desejo de liberdade coarctado pelo poder da directora do colégio), mas também sobre as dicotomias existentes entre uma cultura cristã fortemente britanizada e a paisagem física enigmática da Austrália, profundamente marcada pela cultural milenar dos aborígenes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Aquele Inverno em Veneza"&lt;/strong&gt; ("Don't Look Now", 1973): Pouco conhecido nos dias de hoje, Nicolas Roeg foi um nome sonante durante os anos 70, apresentando-se com um estilo de realização e, particularmente, de montagem profundamente inovadores. "Aquele Inverno em Veneza" foi apenas o seu segundo filme como realizador, mas confirmou a sua capacidade para criar filmes visualmente complexos e desafiantes. Depois da trágica morte da sua filha, um casal inglês muda-se para Veneza na esperança de conseguir recomeçar a sua vida. O encontro casual com uma vidente cega, que afirma conseguir contactar com o espírito da sua filha, acompanhado de estranhas visões de uma criança nas quelhas labirínticas da cidade Italiana, lançam-nos numa espiral de incerteza e terror. Roeg cria habilmente uma atmosfera densa e carregada de elementos sobrenaturais que, degrau a degrau, nos transporta para o universo perturbado e perturbador de um casal afectado por uma perda irreparável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"O Protegido"&lt;/strong&gt; ("Unbreakable", 2000): Um combóio descarrila a alta velocidade com 132 passageiros a bordo. O violento acidente tem apenas um sobrevivente, um homem que, miraculosamente, não tem qualquer ferimento. Partindo de uma premissa enganadoramente simples, M. Night Shyamalan materializa uma história enigmática e apaixonante naquele que é, provavelmente, o seu melhor filme até à data. A busca incessante do protagonista por uma explicação para a sua aparente invulnerabilidade leva-o a encontrar alguém que, pela sua enorme fragilidade física (sofre de &lt;em&gt;osteogenesis imperfecta&lt;/em&gt;, doença que torna os ossos extremamente quebradiços) e que parece estar no outro extremo do espectro da resistência física humana. Shyamalan adicionou ao argumento, que ele próprio escreveu, elementos do &lt;em&gt;corpus&lt;/em&gt; mitológico da banda desenhada, engrossando uma narrativa cativante ao serviço da qual está uma realização milimetricamente controlada para revelar apenas o necessário, preparando o terreno para um final surpreendente. Realce-se também, com a devida justiça, o trabalho de direcção de fotografia do nosso Eduardo Serra e a sublime banda sonora do inevitável James Newton Howard. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Terror no Afeganistão"&lt;/strong&gt; ("The Objective", 2008): Não se assustem com o ridículo título português dado a este interessante trabalho de Daniel Myrick, mais conhecido como co-realizador de "O Projecto Blair Witch", que surge como uma agradável surpresa numa carreira pautada por projectos de baixo orçamento, mas com algumas ideias deveras originais. Um agente a CIA é destacado, em conjunto com um pequeno pelotão de soldados, para investigar um local remoto no Afeganistão onde os satélites espiões norte-americanos detectaram o que parece ser um grande depósito de material radioactivo. Percorrendo o difícil caminho através da aridez montanhosa, a equipa descobre que o seu destino fica em território sagrado para os Afegãos, mas os avisos de perigo não afectam o sentido de missão da equipa. Cedo descobrem que forças sobrenaturais exercem a sua influência sobre área desde há milhares de anos e, por vezes, o caminho para a verdade e a iluminação pode também levar à morte. Myrick oferece-nos uma pequena pérola do cinema de terror, um filme engenhoso e inteligente que nos desperta a curiosidade para os seus futuros projectos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-4487960047962058842?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/4487960047962058842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=4487960047962058842' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/4487960047962058842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/4487960047962058842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2009/08/os-melhores-filmes-forteanos.html' title='Os melhores filmes &quot;Forteanos&quot;'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-2023289198901834038</id><published>2008-05-27T07:36:00.002+01:00</published><updated>2008-05-27T07:37:20.466+01:00</updated><title type='text'>Até sempre!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDur7hxSPwI/AAAAAAAAAGw/fTujvzz-zRM/s1600-h/pollack.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204942833522458370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDur7hxSPwI/AAAAAAAAAGw/fTujvzz-zRM/s320/pollack.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sidney Pollack&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1934-2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-2023289198901834038?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/2023289198901834038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=2023289198901834038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2023289198901834038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2023289198901834038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/05/at-sempre.html' title='Até sempre!'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDur7hxSPwI/AAAAAAAAAGw/fTujvzz-zRM/s72-c/pollack.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-8492218801059994387</id><published>2008-05-24T23:12:00.005+01:00</published><updated>2008-05-24T23:20:59.007+01:00</updated><title type='text'>Os mais aguardados de 2008</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A época de Verão está prestes a chegar e com ela vêm os blockbusters que, este ano, prometem ser de qualidade elevada. Mais para o final do ano, estão também previstas estreias de primeira água. Fica aqui uma lista de filmes a seguir com atenção nos próximos meses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;“The Happening”&lt;/strong&gt;: Este é, sem dúvida, um dos acontecimentos cinematográficos do ano, marcando o regresso de M. Night Shyamalan à realização depois dos injustamente criticados (e pouco rentáveis) “The Village” e “Lady in the Water”. As imagens já divulgadas fazem antever um thriller intenso e violento, tecido em redor de uma catástrofe de origem incerta que leva as pessoas a suicidarem-se. Este pode ser um momento fulcral para a carreira de Shyamalan que, durante longos meses, travou uma dura luta para obter financiamento para produzir este filme.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“The Dark Knight”:&lt;/strong&gt; Aquele que é um dos grandes blockbusters deste Verão ganhou uma dimensão quase macabra depois da morte inesperada de Heath Ledger. A sua interpretação de Joker promete ser inesquecível, neste que foi o último filme que completou. O realizador Christopher Nolan conseguiu juntar um conjunto de actores verdadeiramente impressionante para continuar a sua interpretação das aventuras de Batman, renovando o género de cinema de super-heróis. Absolutamente imperdível.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“Wall-E”&lt;/strong&gt;: O cinema de animação em 3D tem sido um garante de sucesso para muitas produtoras, mas nenhuma o faz tão bem como a Pixar. Desta vez trazem-nos uma aventura interplanetária protagonizada por um simpático robô que ficou esquecido depois da humanidade ter abandonado a Terra. Este filme marca a segunda incursão de Andrew Stanton na realização a solo, depois do excelente ”À Procura de Nemo”.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“The Escapist”&lt;/strong&gt;: No seio de um ano carregado de mega-produções é importante chamar a atenção para projectos menores mas, nem por isso menos interessantes. Este thriller dramático ambientado numa prisão inglesa merece destaque, marcando a promissora estreia do britânico Rupert Wyatt na realização. O grande Brian Cox interpreta um condenado a prisão perpétua que giza um ambicioso plano de fuga para ver pela última vez a sua filha, que padece de uma doença terminal. Espera-se mais uma obra de referência no género dos “prison movies”.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“Blindness”&lt;/strong&gt;: Depois dum retrato impiedoso da realidade das favelas brasileiras de “Cidade de Deus” e dos complôs da indústria farmacêutica nesse thriller de referência que foi “O Fiel Jardineiro”, Fernando Meirelles arrisca adaptar a obra de José Saramago ao cinema. Caracterizada como infilmável, a obra “Ensaio sobre a Cegueira” serve de base a um drama intenso sobre uma cidade que é confrontada com um inexplicável surto de cegueira. Pelo que nos é dado a ver na trailer, Meirelles abordou o tema numa perspectiva de comentário social mesclado com elementos clássicos do filme-catástrofe.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“The Curious Case of Benjamin Button”&lt;/strong&gt;: Este filme marca o reencontro, pela terceira vez, de David Fincher com Brad Pitt, desta vez para uma adaptação de um conto de F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce com 80 anos e vai rejuvenescendo ao longo da vida. Premissa para uma história fascinante, principalmente por que nos vai permitir ver Fincher a trabalhar num registo diferente, mesclando elementos de fantasia, comédia e romance. Cate Blanchett e a recentemente oscarizada Tilda Swinton são também cabeças de cartaz para este projecto de visionamento obrigatório.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“Che”&lt;/strong&gt;: Título provisório utilizado durante a apresentação no festival de Cannes (a versão final será dividida em dois filmes intitulados “The Argentine” e “Guerrilla”), esta realização do multifacetado Steven Soderbergh está já a gerar polémica devido ao ângulo de abordagem da vida de Ernesto “Che” Guevara. Alguns aplaudiram a recriação da personagem mítica, outros apuparam a “lavagem” das facetas pouco laudatórias do revolucionário argentino. Benicio Del Toro tem direito àquela que pode ser a interpretação da sua vida. Esperamos para ver quão à letra Soderbegh terá levado a máxima de John Ford “when the legend becomes fact, print the legend”.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“Quantum of Solace”&lt;/strong&gt;: Quem gostou da mudança radical que “Casino Royale” trouxe à personagem de James Bond estará certamente em pulgas para ver esta sequela. Daniel Craig regressa no papel do espião mais famoso de sempre enfrentando agora a obscura organização Quantum e os seus planos para derrubar um regime sul-americano, enquanto prossegue na busca de vingança pela morte de Vesper Lynd. Marc Forster, realizador de excelentes filmes como “Monster’s Ball” e “À Procura da Terra do Nunca”, foi o seleccionado para dirigir este vigésimo segundo capítulo da saga.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“The Changeling”&lt;/strong&gt;: Os anos passam e Clint Eastwood, agora dedicado exclusivamente à sua carreira na realização, continua a cimentar o seu estatuto como um dos últimos mestres do cinema clássico americano. Volta agora com um fascinante thriller ambientado na Los Angeles dos anos 20 e baseado na história verídica de uma mulher que suspeita que a criança, devolvida pela polícia depois de um rapto, não é verdadeiramente o seu filho. Angelina Jolie é a figura central desta obra que aparece como um dos mais fortes candidatos a vencer a Palma de Ouro em Cannes.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“Body of Lies”&lt;/strong&gt;: Ridley Scott traz-nos a sua visão sobre a guerra contra o terrorismo adaptando o best-seller homónimo de David Ignatius. Leonardo DiCaprio interpreta um agente da CIA que é enviado para a Jordânia para tentar capturar um perigoso terrorista. No papel do seu manipulativo chefe está Russell Crowe, que se tornou num dos actores fetiche do realizador britânico (este é já o quarto filme que fazem em conjunto).&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“X-Files: I Want to Believe”&lt;/strong&gt;: Quando passam seis anos sobre a emissão do último episódio daquela que foi uma das mais populares séries de TV de sempre, Chris Carter decidiu ressuscitar os icónicos Fox Mulder e Dana Scully para uma nova incursão nas salas de cinema. Pouco se sabe sobre os detalhes do argumento e a trailer já apresentada é bem reveladora do esforço que tem sido feito para mantê-los em segredo. Certamente um filme obrigatório para todos os milhões de seguidores fiéis da série.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“W.”&lt;/strong&gt;: Uma letra apenas foi escolhida por Oliver Stone para título do seu novo filme biográfico sobre o ainda presidente dos Estados Unidos da América. No papel de George W. Bush estará um Josh Brolin irreconhecível após um espantoso trabalho de caracterização de que os media já têm feito eco. A acompanhá-lo vão estar James Cromwell, Ellen Burstyn e Jeffrey Wright, trazendo para a tela algumas das figuras centrais da política americana dos últimos 25 anos. Este promete ser o regresso do Oliver Stone polémico, o mesmo que nos trouxe os magistrais “JFK” e “Nixon”, registo em que de facto atingiu o topo da sua arte.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;“The Day the Earth Stood Still”&lt;/strong&gt;: O filme original de 1951, realizado por Robert Wise, é um clássico do cinema de ficção-científica, produto dos medos e paranóias nucleares da guerra fria. Este remake será um enorme desafio para Scott Derrickson, conhecido essencialmente pelo interessante “O Exorcismo de Emily Rose”, na expectativa de vermos como vai adaptar à realidade actual esta história de um visitante alienígena e do seu omnipotente parceiro robótico, que vêm à Terra alertar a humanidade para o perigo de auto-destruição. Confirmados como protagonistas estão já Keanu Reeves e Jennifer Connely, bons talentos para um filme que poderá ser uma das surpresas do ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-8492218801059994387?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/8492218801059994387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=8492218801059994387' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/8492218801059994387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/8492218801059994387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/05/os-mais-aguardados-de-2008.html' title='Os mais aguardados de 2008'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-749414799709866929</id><published>2008-05-22T01:30:00.017+01:00</published><updated>2008-05-22T12:14:38.598+01:00</updated><title type='text'>Indiana Jones e o Reino das Cabeças Ocas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDS-qVk8LFI/AAAAAAAAAGo/9-l5n3cIVv4/s1600-h/Kingdomofthecrystalskull.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202993104075631698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDS-qVk8LFI/AAAAAAAAAGo/9-l5n3cIVv4/s320/Kingdomofthecrystalskull.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estreou finalmente um dos filmes mais aguardados dos últimos anos, o novo episódio de uma saga mítica. Mítica pelo seu colossal sucesso junto do público, mas também pelo elevado nível de qualidade que a colocou no topo do cinema de aventuras. No seu melhor momento, com "Salteadores da Arca Perdida", Steven Spielberg revelou-se como um realizador com o talento raro para combinar a acção mais espectacular (e inacreditável) com uma narrativa sólida, feita de grandes personagens e diálogos que homenageavam a época de ouro do cinema de Hollywood. Foi por tudo isto que me tornei num fã de Indiana Jones e foi carregado dessa emoção e expectativa que entrei na sala de cinema para assistir a este novo filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final, fazendo um balanço sincero, percebe-se que nada correu bem e que talvez melhor seria se nos tivessemos ficado por uma trilogia. Sendo curto e directo, desde um argumento perfeitamente risível e incompetente, que demonstra total despeito pelos capítulos anteriores da saga, passando por uma realização amorfa, bem longe do que Spielberg nos habituou, este "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" salda-se num rotundo fracasso. Harrison Ford esforça-se por fazer o melhor que pode com as paupérrimas frases que lhe deram, mostrando contudo que ainda tem fulgor suficiente para interpretar a personagem que imortalizou. Cate Blanchett fica na memória como exemplo de uma grande actriz num papel hediondo. Se quiserem uma boa &lt;em&gt;femme fatale&lt;/em&gt; é melhor relembrarem a Dra. Elsa Schneider (excelentemente interpretada por Alison Doody) de "Indiana Jones e a Grande Cruzada". Como companheiro de aventuras Indy tem o "&lt;em&gt;wild one&lt;/em&gt;" Shia LaBeouf, cuja personagem Mutt acaba por ser o menos mau do filme, e o escorregadio Mac (Ray Winstone), que constará como mais uma referência a reter no campo das personagens para esquecer. Surgem ainda a saudosa Marion Ravenwood e o recém-integrado Dr. Harold Oxley, interpretados respectivamente por por Karen Allen e John Hurt, cujas passagens pelo filme oscilam entre o desnecessário da primeira e o ridículo do segundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Digno de menção é também o excesso no recurso aos efeitos especiais digitais, que contribuem de forma decisiva para despir cenas fulcrais de qualquer autenticidade (a longa sequência de perseguição na selva aproxima-se mais ao mundo dos videojogos que ao do cinema). Até no capítulo da música o mestre John Williams pareceu desinspirado, repetindo variações sobre alguns dos temas que marcaram os filmes anteriores, faltando a vibrante originalidade que é imagem de marca deste compositor. Em suma, todo este "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" é fracasso, apresentando-se como uma sofrível soma de escabrosas e despropositadas sequências de acção, sem um fio condutor que as una eficientemente, sem um esgar dos maravilhosos diálogos que nos arrancavam sorrisos, nem sequer uma sombra do fascinante mistério que nos colava à cadeira. Não se interprete este texto como um manifesto saudosista, mas sim como uma exaltação daquilo que caracterizou uma saga e que agora parece ter sido posto de lado em função de critérios estéticos e narrativos duvidosos. É verdade que os anos passaram, que o cinema mudou e com ele os seus espectadores. Pena é que a mudança tenha sido para pior, pelo menos para o nosso Indiana Jones. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UsGaB52hfjc&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UsGaB52hfjc&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-749414799709866929?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/749414799709866929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=749414799709866929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/749414799709866929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/749414799709866929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/05/indiana-jones-e-o-reino-das-cabeas-ocas.html' title='Indiana Jones e o Reino das Cabeças Ocas'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/SDS-qVk8LFI/AAAAAAAAAGo/9-l5n3cIVv4/s72-c/Kingdomofthecrystalskull.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-2475326021255422340</id><published>2008-02-24T22:34:00.013Z</published><updated>2008-02-29T20:43:00.048Z</updated><title type='text'>Via Dolorosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170679144836488594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R8HxSWt_3ZI/AAAAAAAAAF0/_JfMCOINdpo/s320/In+the+valley+of+elah.jpg" border="0" /&gt;Recentemente foi transmitido na RTP 2 um excelente documentário sobre os tristes eventos ocorridos na prisão de Abu Ghraib, onde soldados norte-americanos torturaram cidadãos iraquianos, muitos deles inocentes. As fotografias e vídeos humilhantes que correram o mundo relembraram-nos que, independentemente da época ou do conflito em questão, a espada de Damócles do desrespeito dos direitos humanos pende sempre sobre a cabeça daqueles directamente envolvidos num acto de agressão. Como se afirmava nesse portento artístico que é “A lista de Schindler”, de Steven Spielberg, a guerra traz sempre ao de cima o pior que há em nós. No seio do caos bélico, o Homem está submerso na loucura da destruição mútua que cobra as suas vítimas visíveis no campo de batalha, mas também muitas invisíveis cuja psique fica para sempre afectada.&lt;br /&gt;É sobre tudo isto que “No vale de Elah” se debruça de forma aterradora, numa incursão nos abismos da alma e das relações familiares, nas verdades escondidas e palavras nunca ditas. Baseando-se na história real de um soldado que foi assassinado em 2003 depois de regressar do Iraque, Paul Haggis compôs um drama de guerra visto na perspectiva de um pai atormentado (Tommy Lee Jones) que procura a verdade sobre o desaparecimento e morte do seu filho. A viagem que aí se inicia leva-o até ao coração das angústias desta América do século XXI, no frágil equilíbrio entre o respeito pelos poderes do governo federal e a enorme dúvida que emana de um conflito mal justificado junto da opinião pública e, principalmente, dos soldados na frente de combate. Como único aliado terá apenas uma agente policial (interpretação sólida de Charlize Theron), uma mulher que enfrenta diariamente as pressões misóginas dos seus colegas numa esquadra de província e que trabalha aqui no caso mais importante da sua carreira. Revelar mais sobre a história do filme seria destrutivo. A narrativa está construída de forma hábil para nos conduzir de revelação em revelação, permitindo-nos compartilhar a mudança gradual na perspectiva que o personagem central tem do seu filho e, por extensão, do seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171027724382232002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R8MuUWt_3cI/AAAAAAAAAGM/--6kVk2KtQs/s320/in+the+valley+of+elah+pic.jpg" border="0" /&gt;Haggis é um dos argumentistas mais respeitados de Hollywood e logo na sua primeira experiência como realizador, com ”Colisão”, conquistou o Óscar de melhor filme. O seu talento sai confirmado neste filme, que dirige de forma confiante e eficiente, sem grandes artifícios visuais, cingindo-se sempre ao essencial do guião do qual também é autor, afirmando-se como um dos grandes pintores da paisagem psicológica e social da América contemporânea.&lt;br /&gt;Tommy Lee Jones, por seu turno, confere à sua personagem uma autenticidade fenomenal, expressa em momentos chave do filme. A forma metódica como faz a sua cama de hotel, o modo acanhado como lida com uma empregada de bar de alterne ou o momento em que, ao passar perto de uma escola, chama a atenção de um salvadorenho que distraidamente içou a bandeira americana ao contrário, tudo apontando para uma personalidade retraída, controlada, fruto de uma vida militar. Idiossincrasias de um verdadeiro patriota, cuja dedicação é posta à prova quando confrontado com a rigidez burocrática dos investigadores oficiais, deparando-se com a realidade turva dos acontecimentos que rodearam a presença do seu filho no Iraque e com a mente perturbada dos membros daquele batalhão recém-regressado.&lt;br /&gt;Vêm à tona as dolorosas memórias da guerra do Vietname, numa época conturbada da história dos EUA em que a sociedade nunca compreendeu o real significado dum conflito tão distante no espaço e também na forma desinteressada, repulsiva até, com que os soldados eram tratados no seu regresso. Um fantasma que ecoa nesta nova guerra, uma ferida aberta onde "No Vale de Elah" põe o dedo de forma precisa, expandindo a sua significância muito para além do género dramático ou policial (onde cumpre perfeitamente a sua função) e estabelecendo-se nessa rara categoria de filme-mensagem, politicamente comprometido com certeza, mas revelando essencialmente uma preocupação sincera com o estado da nação. Num glorioso momento final Tommy Lee Jones leva a bandeira americana desgastada que o seu filho lhe enviou do Iraque e iça-a de cabeça para baixo naquele mesmo mastro junto à escola. Como explica, isso representa um sinal internacional para pedido de auxílio em tempos difíceis. Neste maravilhoso filme é um metafórico pranto de ajuda por um país que parece já não saber cuidar dos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C3OKyqDGaHo&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C3OKyqDGaHo&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-2475326021255422340?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/2475326021255422340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=2475326021255422340' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2475326021255422340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2475326021255422340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/02/via-dolorosa.html' title='Via Dolorosa'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R8HxSWt_3ZI/AAAAAAAAAF0/_JfMCOINdpo/s72-c/In+the+valley+of+elah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-7374969654482889356</id><published>2008-02-20T22:06:00.015Z</published><updated>2008-02-25T21:50:33.294Z</updated><title type='text'>"A bastard from a basket"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169190582186139010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R7yncmt_3YI/AAAAAAAAAFs/MISZO9lHYuQ/s320/There_will_be_blood.jpg" border="0" /&gt;Ao sair da sala de cinema depois de ver "Haverá sangue" somos invadidos por uma enorme sensação de felicidade. Não por estarmos perante um filme alegre, longe disso aliás, mas porque assistimos ao renascimento da nossa confiança na arte cinematográfica, constatando que depois de mais de cem anos ainda há muito território criativo por explorar. E aqui Paul Thomas Anderson teve o talento de "perfurar" no terreno certo, criando a sua melhor obra até ao momento.&lt;br /&gt;Aqueles primeiros minutos de filme quase totalmente mudos, onde partilhamos o esforço e ambição desmesuradas de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) no fundo de um buraco na imensidão inóspita das badlands americanas, trazem à memória não só uma época histórica distante, mas também uma forma de fazer cinema que nos parece agora longínqua. “Haverá sangue” é assim um filme clássico no melhor sentido do termo, recapturando o sabor aventureiro e duro do western (“O tesouro de Sierra Madre”, de John Huston, será certamente uma referência), sem contudo negar a sua contemporaneidade ao lançar um olhar simultaneamente contemplativo, exaltando o empreendedorismo de um homem nos EUA do início do século XX, e crítico, pela forma mordaz como aponta os efeitos nefastos da ambição.&lt;br /&gt;Dólares, muitos dólares, e religião, os dois motores da história americana são também os fulcros deste colossal épico que assenta, quase totalmente, numa interpretação espectacular de Daniel Day-Lewis. Ele incarna a face do individualismo e da omnipresente aversão ao insucesso, num país obcecado pela riqueza na era da corrida ao petróleo. Numa magistral sequência, Plainview confessa ao seu irmão que sonha estar sozinho, longe da sociedade, revelando que detesta todo e qualquer ser humano. A sua convivência com o mundo é assim difícil, tal como a relação de conveniência que tem com o seu filho, mascote propagandística que transporta consigo para o ajudar a quebrar o gelo nas compras de terrenos para exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171038002238971346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R8M3qmt_3dI/AAAAAAAAAGU/es8Ot2kj8c8/s320/there+will+be+blood+pic.jpg" border="0" /&gt;A outra face da moeda é Eli Sunday (interpretação excepcional de Paul Dano), jovem líder da “Igreja da Terceira Revelação”, arquétipo de tantas religiões apocalípticas nascidas na América e que nos remetem para a realidade das frustrações das comunidades do oeste, subjugadas à dureza do terreno e do clima. A fé é o escape e Eli é um hábil manipulador das incertezas do seu povo, organizando histriónicas missas com milagres de encher o olho. O homem da fé, Eli, e o homem do dinheiro, Daniel, são no fundo dois seres movidos pela ambição e por isso as suas personalidades competitivas entram em choque constante.&lt;br /&gt;O talento de Paul Thomas Anderson, já vislumbrado em obras anteriores como “Magnólia”, atinge aqui o seu ápex estético, expresso na fluidez dos movimentos de câmara (fantásticos planos sequência) e na sábia utilização da escala de planos, que realça a imensidão da paisagem na bela tradição de filmes como “Dias do paraíso”, do incontornável Terrence Malick, e “O gigante”, de George Stevens também ele ambientado no mundo da exploração petrolífera. Toda a gestão do tempo narrativo é fenomenal, deixando o espectador explorar aquela conturbada época histórica, mas essencialmente o turbilhão psicológico de Daniel Plainview. Como suporte essencial para “Haverá sangue” realça-se também a banda sonora original de Jonny Greenwood, mais conhecido como guitarrista dos Radiohead, que assina aqui uma composição emocionalmente reveladora. Utilizando exclusivamente instrumentos orquestrais, cria uma atmosfera oprimente com temas onde predominam as cordas, ora eleigíacas, ora enveredando por sonoridades atonais de influência Bartokiana (a suite “O mandarim maravilhoso” vem-nos à memória pela forma como emula, a espaços, os sons de máquinas em movimento constante). Uma banda sonora de excepção complementada por temas de Arvo Pärt (“Fratres”) e de Johannes Brahms (o belíssimo terceiro movimento do “Concerto para Violino”).&lt;br /&gt;Num momento em que tantos temem pela vitalidade artística do cinema, “Haverá sangue” estabelece-se imediatamente como uma obra-prima, relembrando que há todo um grupo fenomenal de realizadores que ainda têm espaço para criar filmes de excepção, principalmente podendo contar com um talento como o Daniel Day-Lewis. Ele que, para quem se tivesse esquecido, é de facto um dos maiores intérpretes de sempre.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f3THVbr4hlY&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/f3THVbr4hlY&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-7374969654482889356?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/7374969654482889356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=7374969654482889356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/7374969654482889356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/7374969654482889356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/02/bastard-from-basket.html' title='&quot;A bastard from a basket&quot;'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R7yncmt_3YI/AAAAAAAAAFs/MISZO9lHYuQ/s72-c/There_will_be_blood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-5386876841492973547</id><published>2008-01-23T14:31:00.000Z</published><updated>2008-01-24T09:24:04.986Z</updated><title type='text'>Mark Pellington - Tapeçaria de sombras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de muitas semanas de ausência (pelas quais peço desde já desculpa) e continuando na senda de realizadores esquecidos, surge a ocasião para uma justa referência à para já curta mas intensa obra de Mark Pellington. À semelhança de inúmeros autores da sua geração, este norte-americano iniciou-se no mundo dos videoclips na década de 90, trabalhando com grupos como os Pearl Jam, U2 ou INXS. A partir de 1995 lançou-se no mundo da televisão com a aclamada série documental "United States of Poetry", dividida em seis episódios temáticos sobre a poesia contemporânea dos EUA e as suas extensões literárias e musicais. Dois anos mais tarde experimenta o cinema com "Going all the way", um drama discreto onde teve oportunidade de dirigir Ben Affleck e Rachel Weisz, e com "Destination Anywhere", uma narrativa elaborada em redor de algumas das músicas de Jon Bon Jovi para o álbum com o mesmo título. Mencione-se que, também em 1997, Pellington dirigiu alguns episódios da excelente série de TV "Homicide - Life on the Street", reconhecida pela autenticidade na representação do trabalho da brigada de homicídios de Baltimore. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5fLUtg3vKI/AAAAAAAAAFM/2vTHk5NWSrw/s1600-h/Arlington+Rd+DVD+Cover.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158815454851480738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5fLUtg3vKI/AAAAAAAAAFM/2vTHk5NWSrw/s320/Arlington+Rd+DVD+Cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5dqcdg3vJI/AAAAAAAAAFE/YbMYA93f5aI/s1600-h/Arlington+Rd+DVD+Cover.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Regressa ao grande ecrã com "O Suspeito da Rua Arlington" (Arlington Road, 1999), fabuloso thriller psicológico que, infelizmente, não conquistou grande atenção por parte do público e da crítica, mas que é um dos maiores exemplos do género produzidos na última década. Um professor universitário (Jeff Bridges) retira-se com o seu filho de nove anos num subúrbio de Washington depois da sua mulher, uma agente do FBI, ter morrido durante o cerco à propriedade de um grupo de extrema-direita. Traumatizado com a sua tragédia pessoal, concentra-se nas suas aulas sobre o terrorismo na história americana. Depois de salvar um rapaz que encontra ferido na rua, acaba por criar uma relação de amizade com os pais dele (Tim Robbins e Joan Cusack), que descobre serem seus vizinhos. Conforme ganha confiança com eles, começam a surgir dúvidas sobre a veracidade das suas vidas aparentemente perfeitas. As investigações que faz levam-no a crer que os seus vizinhos podem fazer parte de um grupo extremista que esteve envolvido num devastador ataque à bomba em Saint Louis, numa espiral de obsessão e conspiração que o levarão a um final chocante. O término do filme, pela enorme surpresa que traz, acabou também por ser uma das razões do seu insucesso junto das audiências. Para o nosso mundo pós-11 de Setembro, os temas de “O Suspeito da Rua Arlington” são mais actuais que nunca. Mark Pellington mostra com este filme o seu enorme talento como realizador, exímio na gestão do suspense e na cuidada cadência das revelações surpreendentes que mantêm a narrativa viva. As actuações de Jeff Bridges (perfeito no papel de um homem perturbado) e Tim Robbins (assustador na sua ambivalência) conferem autenticidade ao sentimento de tensão que percorre a história, magistralmente sublinhada pela banda sonora criada a meias pelo experiente Angelo Badalamenti e pelos Tomandandy. Quem conhecer um pouco da história moderna norte-americana, vai certamente notar os paralelos com eventos reais: o incidente de Ruby Ridge, no qual se baseia a morte da mulher de Bridges no filme, e o ataque bombista de Oklahoma, transportado aqui para Saint Louis. A título de curiosidade, refira-se que o genérico do filme foi criado pelo genial Kyle Cooper, responsável por algumas das melhores sequências introdutórias da história recente do cinema (“Seven”, “A Esfera” e o videojogo “Metal Gear Solid 3”, por exemplo). &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jP4P7VPx2zM&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jP4P7VPx2zM&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trailer do filme "A Profecia das Sombras" (The Mothman Prophecies, 2002). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A sua terceira longa-metragem seria o fenomenal “A Profecia das Sombras “ (The Mothman Prophecies, 2002), inspirado no seminal livro homónimo de John Keel (para mais informações sobre este livro consultem este excelente site, em inglês, criado pelo meu irmão &lt;a href="http://bf.web.simplesnet.pt/mothman"&gt;http://bf.web.simplesnet.pt/mothman&lt;/a&gt;). Concentrando-se nas histórias pessoais dum grupo restrito de personagens (grande parte dos acontecimentos relatados no livro foram, compreensivelmente, esquecidos) Mark Pellington apresenta aqui o seu melhor trabalho até ao momento, um drama sobrenatural sublime onde as fronteiras da realidade se esbatem e acontecimentos bizarros invadem a existência de pessoas comuns. Este factor realça o impacto emocional de toda a narrativa, explanada num ritmo lento, feito de silêncios incómodos, de uma tensão quase palpável e do confronto eterno, em surdina, entre os terrores da vida e da morte.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5fNJ9g3vLI/AAAAAAAAAFU/MHyDsokugsE/s1600-h/Mothman+Prophecies+Poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158817469191142578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5fNJ9g3vLI/AAAAAAAAAFU/MHyDsokugsE/s320/Mothman+Prophecies+Poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Richard Gere (John Klein), numa das suas melhores interpretações de sempre, traz-nos uma personagem emocionalmente ferida após o inesperado falecimento da sua noiva. Nos últimos momentos de vida, deixa-lhe um caderno com misteriosos esboços de uma criatura que viu no momento em que ambos se viram envolvidos num despiste de automóvel. Dois anos depois, o jornal onde trabalha envia-o a Richmond, na Virgínia, para entrevistar um político. Durante a viagem perde-se e vai parar, inexplicavelmente, a Point Pleasant, cidade situada a cinco horas de distância do local onde deveria estar. Depara-se com uma comunidade pacata e aterrorizada por estranhos eventos, desde luzes e chamadas telefónicas estranhas, a avistamentos de uma criatura alada (o “Mothman” do título), que descobre ser semelhante à que a sua noiva desenhou. Depressa percebe que estes eventos paranormais giram em redor de Indrid Cold, uma bizarra figura com aparentes poderes proféticos, cuja aparição está associada a grandes catástrofes vindouras. Obcecado com a busca da verdade, Klein vê-se numa encruzilhada de fantasmas pessoais e acontecimentos sobrenaturais que o parecem perseguir e que culminarão num final dramático. Para criar esta atmosfera oprimente, Pellington preferiu recorrer a poucos efeitos digitais, utilizando a câmara (através de desfocagens), a iluminação (observem-se cuidadosamente as sequências com Gere no quarto de motel) e a montagem como principais armas. Perfeita também a banda sonora dos Tomandandy, um trabalho pleno de originalidade, feito de longínquos uivos e sussurros, pungentes notas de piano e obscuras batidas electrónicas, acompanhadas amiúde pelo dramatismo das cordas. Um conjunto cinematográfico excepcional, num dos grandes exemplos do que o terror contemporâneo pode (e deve) oferecer.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0XBIA6sw6FQ&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0XBIA6sw6FQ&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Videoclip de "Everybody's Changing" (2005) dos Keane que acabou por nunca ser oficialmente divulgado ,supostamente pelo grupo achar que não se adaptava à temática da música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A carreira de Mark Pellington seria interrompida pela trágica morte da sua mulher aos 42 anos, depois de doença prolongada. Ainda profundamente afectado, realizou em 2005 alguns episódios para a série “Casos Arquivados” (Cold Case, transmitida em Portugal pela RTP 2) e voltou aos videoclips, dos quais destacamos “Everybody’s Changing”, onde prestou homenagem à sua esposa (ver vídeo acima), mas que os Keane iriam recusar, optando por filmar um novo clip. Interessante também o seu videoclip de 2007 “Soul Mate”, de Natasha Bedingfield, que surge aqui apresentado como exemplo da estética deste realizador.&lt;br /&gt;Para o futuro existem já alguns filmes anunciados, como “Henry Poole is Here”, uma comédia negra com Luke Wilson com lançamento planeado para este ano, e ainda “Night and Day You are the One”, thriller sobrenatural sobre um homem que não consegue distinguir os sonhos da realidade depois de assistir a um horrível assassinato. Projectos interessantes para acompanhar a evolução da carreira deste realizador que é já um talento confirmado e cuja obra merece um visionamento cuidado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YSARNRepBuA&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YSARNRepBuA&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Videoclip de "Soul Mate" (2007) de Natasha Bedingfield. Notem-se as&lt;br /&gt;enormes semelhanças estéticas com "A Profecia das Sombras".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-5386876841492973547?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/5386876841492973547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=5386876841492973547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/5386876841492973547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/5386876841492973547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2008/01/mark-pellington.html' title='Mark Pellington - Tapeçaria de sombras'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/R5fLUtg3vKI/AAAAAAAAAFM/2vTHk5NWSrw/s72-c/Arlington+Rd+DVD+Cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-6559475150698861106</id><published>2007-11-17T18:31:00.000Z</published><updated>2007-11-20T09:08:52.804Z</updated><title type='text'>Crónicas de uma era perdida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rz8z5yBS9DI/AAAAAAAAAEE/GHx71EK5N9M/s1600-h/beowulf_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133879167998424114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rz8z5yBS9DI/AAAAAAAAAEE/GHx71EK5N9M/s320/beowulf_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A arte cinematográfica tem por vezes momentos fantásticos onde, qual tira de Möbius, duas eras tão distantes no espaço e no tempo se unem por breves instantes para proporcionar um espectáculo sensorial magnífico. Aqui, o poema épico escrito por um autor anónimo há mais de mil anos é adaptado ao grande ecrã fazendo uso das mais avançadas tecnologias digitais 3D e o resultado é este "Beowulf" de Robert Zemeckis.&lt;br /&gt;O realizador norte-americano conjuga no seu filme toda uma longa tradição de literatura e cinema de fantasia e ficção histórica, não sendo contudo pioneiro na exploração das temáticas do épico nacional inglês. Um dos primeiros a reconhecer a importância desta obra foi o hoje mundialmente conhecido J.R.R. Tolkien, que escreveu na década de 30 um importante ensaio onde realça as qualidades líricas do poema e aplaude a sua dimensão fantástica. O autor da trilogia "O Senhor dos Anéis" referiu mesmo que "Beowulf " estava "entre as suas fontes mais valiosas" e a influência deste na sua obra é seminal. Também no cinema foram tentadas algumas adaptações com resultados muito diversos, das quais se deve destacar "O Último Viking" ("The 13th Warrior" de John McTiernan), épico de acção muito interessante que é uma mescla de elementos do poema com outras fontes históricas ficcionadas pelo escritor Michael Crichton. Este filme teve decididamente alguma influência sobre o filme de Zemeckis, que vai desde a encenação das batalhas até à abordagem estética de algumas sequências (a chegada do protagonista num barco por entre um mar tempestuoso, por exemplo).&lt;br /&gt;Para marcar a diferença, os argumentistas Neil Gaiman e Roger Avary enveredaram por uma adaptação livre do poema, aproveitando alguns elementos essenciais da sua estrutura: as três batalhas contra outras tantas criaturas são também no filme o fulcro da dinâmica narrativa. Às divergências obrigatórias, fundamentalmente no que concerne aos diálogos e à linguagem utilizada nos mesmos, juntaram outras muito interessantes quanto à natureza moral das personagens e das suas relações. Se no primeiro vector não foram muito bem sucedidos (algumas expressões linguísticas estão fora do contexto histórico do filme ou simplesmente não resultam) é no segundo que reside uma das grandes forças do filme, nada menos que a profundidade psicológica implícita de figuras como Beowulf, Hrothgar, Wealtheow e a mãe de Grendel. O protagonista do filme (Ray Winstone) é simultaneamente um herói corajoso e respeitado, mas também um egocêntrico fanfarrão obcecado com a perpetuação dos seus feitos no seio da comunidade. O seu orgulho só é comparável ao de Hrothgar (Anthony Hopkins), um rei envelhecido e vergado aos pecados de um passado que o atormenta e aos que o rodeiam. A sua esposa Wealthow (Robin Wright Penn) esconde-se na sua &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt; de distanciamento e recato, sendo contudo incapaz de deixar perspirar a sua atracção por Beowulf. Aquela que é talvez a personagem-chave de toda a história, a mãe de Grendel (Angelina Jolie), foi fortemente alterada pelos escritores do filme que a converteram numa sensual criatura metamorfa, que seduz quem entra no seu reduto subterrâneo com promessas de prazer e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133880155840902226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rz80zSBS9FI/AAAAAAAAAEU/3640ud96Gy4/s320/beowulf_17.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem revelar muito mais sobre as surpresas do argumento, refira-se que a construção visual deste mundo (misto de elementos artísticos das civilizações nórdicas e de referências estéticas do género fantástico em geral) está excepcionalmente bem conseguida, oscilando entre o detalhe dos espaços e indumentárias e a criatividade no desenho das criaturas, entre facto histórico e mito literário. Esta que é uma sociedade hedonista, de exagerados festejos regados com hidromel no grande salão do rei e de guerreiros insaciáveis de violência e mulheres, elemento que Zemeckis teve coragem de representar de um modo nunca antes visto no cinema de animação norte-americano. Uma opulência que é também sinónimo de decadência moral e declínio civilizacional, fruto da desconfiança nos velhos deuses do panteão de Valhalla e do avanço constante do cristianismo que se vai fazendo anunciar. Num momento revelador, após o arrasador ataque do monstruoso Grendel, Unferth (John Malkovich) questiona o Rei Hrothgar se para além das oferendas a Odin (deus máximo da mitologia nórdica) não deverão também prestar veneração à nova divindade Jesus Cristo para os proteger contra desgraças futuras.&lt;br /&gt;Se toda a narrativa é interessante por si mesma, o capítulo técnico do filme é a sua alma-mater. "Beowulf" quebra um conjunto de barreiras no cinema de animação, abrindo precedentes na representação realista de figuras humanas. Após meritórios exemplos como "Final Fantasy" e "The Polar Express" (realizado também por Robert Zemeckis), assistimos aqui ao próximo passo na tecnologia de &lt;em&gt;motion capture&lt;/em&gt; ao serem recriados digitalmente actores de renome como Anthony Hopkins ou Angelina Jolie. O resultado final é impressionante pelo realismo, mas também pelo facto de não existir uma colagem total á imagem dos humanos representados, já que é permitida grande liberdade de alteração das características físicas dos mesmos, desde a altura até à idade.&lt;br /&gt;No final, esta obra inscreve-se num género de acção fantástica que a aproxima mais de épicos violentos como "Conan e os Bárbaros" que da fantasia &lt;em&gt;hard-core&lt;/em&gt; de "O Senhor dos Anéis". Esse é certamente um dos factores que desconcertou a crítica dos EUA, habituada a um cinema de animação de temáticas pueris, ao contrário de tradições artísticas como a nipónica onde este sector expandiu há muitas décadas a sua área de intervenção para além do público infantil. A esse facto não serão estranhos elementos como a forte consciência sexual da história (mais insinuada que gráfica) e a representação da violência nas várias batalhas de uma forma nunca antes vista com empalamentos, braços decepados e jorros de sangue  (quem jogou "God of War" para a Playstation 2 irá soltar um sorriso de reconhecimento em certas sequências do filme). O ritmo imparável de "Beowulf" apelará certamente a um público adolescente, mas realização excepcional tanto ao nível estético como técnico (principalmente para quem puder assistir a uma projecção em 3D) vai fascinar as audiências mais adultas. Deve-se aplaudir a coragem em lançar um produto tão arriscado, para gáudio de todos aqueles que amam a animação como uma arte por mérito próprio e não como um compartimento estanque do cinema reservado às crianças e aos seus pais em matinés de Domingo. Obrigado Robert Zemeckis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0OragCB9kf0&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0OragCB9kf0&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-6559475150698861106?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/6559475150698861106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=6559475150698861106' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/6559475150698861106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/6559475150698861106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/11/crnicas-de-uma-era-perdida.html' title='Crónicas de uma era perdida'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rz8z5yBS9DI/AAAAAAAAAEE/GHx71EK5N9M/s72-c/beowulf_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-53151688032889876</id><published>2007-11-11T19:10:00.000Z</published><updated>2007-11-15T00:32:54.831Z</updated><title type='text'>A idade dourada do cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RzdUiyVjU7I/AAAAAAAAAD8/wL0MqmFAu0c/s1600-h/thegoldenage1_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131663257016423346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RzdUiyVjU7I/AAAAAAAAAD8/wL0MqmFAu0c/s320/thegoldenage1_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este "Elizabeth - A Idade do Ouro" surgiu referido na lista de filmes mais aguardados para este ano que publiquei em Setembro passado e a antecipação era grande já que depois da excepcional primeira parte, estreada em 1998, ficou a sensação de que era necessária uma sequela para retomar a exploração sobre o reinado da monarca britânica. A história agitada do primeiro capítulo enconta aqui um digno sucessor, não sem falhas graves que o tornam numa obra imperfeita, mas fascinante.&lt;br /&gt;Se em "Elizabeth" tinhamos uma luta essencialmente intersticial pela posse do trono, esta segunda parte expande-se para um âmbito mais vasto: a batalha pela sobrevivência de uma nação. Talvez por isso, o efeito de exaltação patriótica é aqui mais evidente, factor que acaba por ser fatal para as ambições dos criadores do filme que optaram por uma abordagem maníqueista do conflito entre a Espanha católica e a Inglaterra protestante. Sofre com isso a caracterização do principal antagonista do filme, o Rei Filipe II (Jordi Mollá faz o que pode com os diálogos que lhe foram atribuidos) e a própria Cate Blanchett denota, a espaços, dificuldades em lidar com a inconsistência da sua personagem. Momentos como o apelo de Elizabeth às suas tropas - entre o impacto visual de uma Joana D'Arc e o discurso Shakespeariano de Henrique V em Agincourt - revelam a fragilidade do argumento escrito por William Nicholson e Michael Hirst.&lt;br /&gt;Este filme reacende ainda a eterna discussão existente entre a primazia da liberdade artística e as exigências de autenticidade histórica no cinema. Apesar de assentar em factos reais, "Elizabeth - A Idade de Ouro" é uma obra de ficção onde, por natureza, o rigor é variável consoante as necessidades dramatúrgicas. Espera-se, pelo menos, que as opções de desvio em relação aos factos sejam benéficas para o filme, o que aqui nem sempre se verifica. Personalidades fascinantes da época como Sir Francis Drake surgem fugazmente, enquanto que Sir Walter Raleigh (uma figura interessante mas de certa forma lateral) tem grande protagonismo, fruto notório da intenção de criar um triângulo amoroso entre ele, a raínha e a sua camareira. Clive Owen parece tentar recuperar o magnetismo de mestres do &lt;em&gt;swashbuckler&lt;/em&gt; como Errol Flynn para dar vida ao pícaro Raleigh, mas é claramente incapaz de conciliar o fascínio primário da sua personagem aventureira com as exigências dramáticas de algumas sequências. Refira-se que com actores como Cate Blanchett e Geoffrey Rush (merecia mais tempo em ecrã com o seu genial Francis Walsingham) por perto torna-se difícil brilhar por mérito próprio, tal é o rigor que conferem à composição dos seus papéis.&lt;br /&gt;Deixando de parte os principais defeitos, é obrigatório frisar os pontos fortes daquele que, apesar de tudo acima referido, é um excepcional filme de época. É raro encontrar no cinema histórico dos últimos anos, à excepção dos épicos de Ridley Scott "Gladiador" e "Reino dos Céus", um exemplo tão interessante de esplendor estético, onde toda a panóplia de efeitos visuais surge em função da narrativa e com preocupações artísticas claras. Face à enorme evolução tecnológica do cinema contemporâneo, com espectaculares ferramentas digitais à disposição dos criadores, torna-se difícil gerir o protagonismo que os mestres dos efeitos computorizados alcançaram. Mais uma vez o realizador indiano Shekhar Kapur recorre, na tradição do cinema do seu país, à simbologia da côr patenteada nas magníficas indumentárias que realçam a intensidade dramática dos momentos-chave do filme (veja-se o impactante vestido vermelho de Samantha Morton no momento da decapitação da raínha Mary). Noutra imagem belíssima, Elizabeth avança para um penhasco onde, ao fundo, vemos a Armada Invencível decaíndo por entre chamas. Todavia, se certas opções de câmara são excepcionais (os magníficos e ambiciosos planos picados que reforçam a temática do isolamento de Elizabeth), existem também outras duvidosas que infelizmente recordam o passado deste realizador no mundo dos videoclips (a profusão de travellings em redor de Cate Blanchett torna-se excessiva no último terço do filme).&lt;br /&gt;Kapur opera claramente uma recuperação da &lt;em&gt;panache&lt;/em&gt; dos clássicos do cinema da era dourada de Hollywood, que aqui vai mais além dos cenários e guarda-roupa, arriscando a incursão no movediço terreno da psicologia de uma enorme monarca, no seu gáudio público e nas suas frustrações privadas. Elizabeth está em luta contra o mundo católico, contra os inúmeros traidores internos mas também numa constante refrega contra a sua condição de raínha que a isola do mundo, daqueles que ela ama e que a colocam no interior de uma inacessível torre de marfim. Essa solidão representa a angústia maior desta mulher fascinante, num equilíbrio precário entre os seus prazeres pessoais e os seus deveres régios. É enternecedora a sequência em que Elizabeth pede a Sir Walter Raleigh um beijo em segredo, procurando memórias perdidas de um prazer agora inatingível. São estes momentos que colocam "Elizabeth - A Idade de Ouro" acima da grande maioria do cinema que povoa anualmente as nossas salas, obras das quais nenhum momento sequer perdura no pensamento.&lt;br /&gt;Num olhar final, pode-se afirmar que este é um filme de beleza cativante cujas falhas o impedem de superar a intensidade psicológica do seu antecessor. Uma situação inevitável face à alteração do centro de gravidade da obra, onde se procurou ir mais além das intrigas bizantinas da corte inglesa e abrir as portas para uma narrativa espacialmente mais vasta (sequências na corte espanhola e batalhas navais) e psicologicamente mais restrita (Cate Blanchett e a sua Elizabeth são o fulcro do drama). Face ao insucesso comercial do filme até ao momento nas bilheteiras mundiais e se em 2008 a Academia não decidir presenteá-lo com uma mão cheia de nomeações para os Óscares, dificilmente teremos uma continuação para completar a prometida trilogia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vITxj7Tq4f4&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vITxj7Tq4f4&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-53151688032889876?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/53151688032889876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=53151688032889876' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/53151688032889876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/53151688032889876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/11/idade-dourada-do-cinema.html' title='A idade dourada do cinema'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RzdUiyVjU7I/AAAAAAAAAD8/wL0MqmFAu0c/s72-c/thegoldenage1_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-1063283139254558720</id><published>2007-11-01T16:11:00.000Z</published><updated>2007-11-14T19:21:52.314Z</updated><title type='text'>Relembrando John Frankenheimer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127908139937274770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Ryn9SNHLm5I/AAAAAAAAACg/sks1DH6al_k/s320/FRANKENHEIMER-2.jpg" border="0" /&gt;A história do cinema nem sempre é justa com alguns dos seus protagonistas mais relevantes. A enorme mediatização imposta sobre a vida e obra de alguns realizadores, em conjunto com a crescente relevância que os críticos cinematográficos alcançaram nas últimas décadas, conduzem cada vez mais a fenómenos atípicos em que personalidades medíocres são aplaudidas e premiadas, enquanto que artistas maiores e influentes são conscientemente ignorados.&lt;br /&gt;Um bom exemplo deste último caso será certamente o norte-americano John Frankenheimer. Sem entrar em grandes considerações biográficas - no cinema o percurso desenhado pela obra de um artista far-lhe-à certamente mais justiça que as vicissitudes da sua vida pessoal - destaquemos então os filmes-chave da sua carreira longa e prolífera. Formado no mundo da televisão, Frankenheimer iria fixar-se permanentemente no grande ecrã desde 1961 com a sua segunda longa-metragem "The Young Savages", reflexão sobre a delinquência juvenil de onde se destaca a primeira colaboração com Burt Lancaster, um dos seus actores &lt;em&gt;fetiche&lt;/em&gt;. Logo em 1962 surgiria a sua primeira obra de relevância "Birdman of Alcatraz", inspirado pela história real de Robert Stroud, um condenado a prisão perpétua que cura uma ave ferida na sua cela e acaba por se tornar num ornitologista de fama mundial. O já referido Lancaster e Telly Savalas conseguem duas magnificas interpretações, servidas pela direcção sólida de Frankenheimer que iniciaria aqui uma sequência excepcional de filmes que se estenderia por toda a década de 60. &lt;div align="justify"&gt;Ainda no mesmo ano surgiria "The Manchurian Candidate" ("O enviado da &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RyoCJtHLm6I/AAAAAAAAACo/iRU7dQMXAPk/s1600-h/The_Manchurian_Candidate_1962_movie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127913491466525602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RyoCJtHLm6I/AAAAAAAAACo/iRU7dQMXAPk/s200/The_Manchurian_Candidate_1962_movie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Manchúria" na tradução portuguesa), filme seminal da sua obra e da história do cinema, um thriller político intenso sobre um grupo de soldados americanos que é raptado durante a Guerra da Coreia. Levados para a Manchúria (província chinesa) são alvo de um complexo processo de lavagem ao cérebro envolvendo hipnose profunda, com o intuito de criar o assassino infiltrado perfeito e manipular a política interna dos Estados Unidos. Frank Sinatra tem um dos grandes papéis da sua carreira como o confuso Major Bennett Marco, um solitário cujos pesadelos recorrentes o levam a investigar os acontecimentos que rodearam o desaparecimento do seu grupo na Coreia. John Frankenheimer revela aqui a sua enorme inteligência enquanto realizador, recorrendo a uma estética &lt;em&gt;noir &lt;/em&gt;claustrófóbica que combina o humor negro com enquadramentos e ângulos de câmara pouco convencionais, gerando uma atmosfera irrespirável e plena de tensão. A estranha presciência do filme (a morte do presidente John F. Kennedy no ano seguinte seria apenas a primeira entre uma mão cheia de assassinatos políticos ocorridos nos EUA durante os anos 60) levou a que permanecesse quase desconhecido do grande público durante anos após o seu lançamento, até Frank Sinatra levar ao seu ressurgimento nos cinemas em 1988. A influência de "The Manchurian Candidate" iria estender-se não só pela restante filmografia de Frankenheimer, mas também na obra de um conjunto de jovens realizadores (Francis Ford Coppola, Alan J. Pakula e Brian De Palma, entre outros) que na década de 70 viriam a revitalizar o &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; originando um sub-género conhecido como &lt;em&gt;paranoid thriller&lt;/em&gt;, filho da desilusão sócio-política gerada pelos assassínios de figuras centrais como os irmãos Kennedy e Martin Luther King e também pela longa guerra no Vietname.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1964 seria lançado "Seven Days in May", reflexão intensa sobre as relações entre os poderes político e militar, revolvendo sobre um grupo de generais que planeia um golpe de estado após o anúncio de um acordo pacífico entre os EUA e a URSS para a desactivação total do arsenal nuclear de ambas as nações. Burt Lancaster desempenha o papel de um carismático general que mostra total desconfiança na boa fé dos até então inimigos do bloco comunista, desenhando o plano para a tomada do poder. Do outro lado da barricada encontra Kirk Douglas, um colaborador próximo que prefere desiludir o mentor que trair a sua pátria. Mais uma vez John Frankenheimer mostra a sua habilidade inata para criar tensão no ecrã preferindo, tal como na sua obra anterior, o uso da fotografia a preto e branco para realçar visualmente as dicotomias intrinsecas a cada personagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mantendo-se nos "carris" do &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; seguir-se-ia "The Train" ("O Comboio", 1965) onde o omnipresente Burt Lancaster toma de novo o protagonismo como um corajoso resistente francês que, durante a II Guerra Mundial, tenta impedir os soldados nazis de levar um combóio carregado de peças de arte roubadas para a Alemanha. Frankenheimer dirige aqui não só um dos melhores filmes de&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RyoQDtHLm7I/AAAAAAAAACw/GIvPvdnABm4/s1600-h/Seconds_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127928781550099378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RyoQDtHLm7I/AAAAAAAAACw/GIvPvdnABm4/s200/Seconds_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; guerra como também um dos grandes épicos de acção da história do cinema, conjugando sabiamente o suspense com personagens profundas e interessantes, com particular destaque para a de Lancaster, plena de dúvidas sobre a real necessidade dos seus actos. Também relevante será "Seconds" (1966), contundente fábula paranóica sobre um homem que decide abandonar a sua vida desinteressante para mudar de identidade com a ajuda de uma sombria organização. Depois de um conjunto de operações plásticas é-lhe dada uma nova opotunidade para começar a sua vida, desta vez como um pintor residente numa hedonística comunidade de Malibu, na Califórnia. Depressa se sente acossado na sua nova vida, mas a saída para o "velho mundo" não é uma porta que se abra com facilidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante os anos seguintes Frankenheimer iria seguir um caminho inconstante, com muitos altos e baixos, pelo que se poderão destacar algumas obras que sobressaem como "The Fixer" (1968), "The Iceman Cometh" ("O Homem de Gelo", 1973) e "The French Connection II" ("Os Incorruptíveis Contra a Droga II" de 1975, uma sequela excelente e psicologicamente mais profunda que o original, mas tambem injustamente esquecida). A década de 80 seria marcada por insucessos consecutivos que acabariam por conduzi-lo de volta ao trabalho para televisão. Tal facto não foi de forma alguma negativo, já que o realizador voltaria a recolher algum reconhecimento e sucesso, parecendo encontrar no pequeno ecrã a liberdade que havia perdido nas grandes produções de Hollywood. De monta são os seus trabalhos "The Burning Season" (1994), "Andersonville" (1995) e "Path to War" ("Caminho para a Guerra", 2002). Em 2002, após complicações surgidas durante uma operação à coluna, Frankenheimer viria a falecer aos 72 anos. Não poderia contudo terminar sem a obrigatória referência a "Ronin", filme produzido em 1998 e que representou certamente a sua última grande realização cinematográfica. Trabalhando sobre um argumento de David Mamet (creditado como Richard Weisz por divergências com a produtora), este filme transporta-nos para o mundo do pós-Guerra Fria onde os letais (e leais) agentes secretos de ontem são mercenários a soldo de quem pagar mais (daí a analogia com os Ronin japoneses, samurais sem mestre). Robert De Niro e Jean Réno formam uma dupla cativante de guerreiros sem rumo, incorporados numa equipa de elite formada para recuperar uma mala cujo conteúdo é desconhecido. A partir daqui decorre todo um agitado conjunto de eventos entre a amizade e a traição, tornados inesquecíveis pelas já famosas sequências de perseguição através de apertadas ruelas em várias cidades francesas e onde se faz sentir a mão experiente do realizador. Uma jóia a preservar, especialmente numa era em que os thrillers de acção estão reduzidos a meras montras de efeitos digitais, pelo que é anacronicamente refrescante voltar à autenticidade da acção filmada como há três décadas atrás (basta ver o já citado "The Train" do mesmo realizador para perceber este conceito de realismo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja por isso que grandes realizadores como John Frankenheimer acabam esquecidos, porque a passagem do tempo mudou a sua visão do mundo, mas não a sua forma idiossincrática de o filmar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rc8tdnJHUJI"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rc8tdnJHUJI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-1063283139254558720?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/1063283139254558720/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=1063283139254558720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1063283139254558720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1063283139254558720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/11/relembrando-john-frankenheimer.html' title='Relembrando John Frankenheimer'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Ryn9SNHLm5I/AAAAAAAAACg/sks1DH6al_k/s72-c/FRANKENHEIMER-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-6245739555750302371</id><published>2007-10-22T19:40:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T20:17:13.391+01:00</updated><title type='text'>Ainda Blade Runner</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxz131GUToI/AAAAAAAAACE/F9wjGFPSCsE/s1600-h/br5discseteuro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124240815535967874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxz131GUToI/AAAAAAAAACE/F9wjGFPSCsE/s320/br5discseteuro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em complemento ao &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; publicado anteriormente deixo aqui mais alguma informação sobre a edição definitiva de "Blade Runner". Estará disponível em três edições distintas, uma com dois discos, outra de quatro discos e a mais completa com cinco discos, todas disponíveis em formato DVD, mas também em HD-DVD e Blu-Ray. A data de lançamento prevista no Reino Unido é 3 de Dezembro, pelo que os mais impacientes poderão já fazer a sua pré-reserva em sites como a &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/s/ref=nb_ss_w_h_/202-6818768-8927013?initialSearch=1&amp;amp;url=search-alias%3Daps&amp;amp;field-keywords=blade+runner+final+cut"&gt;Amazon&lt;/a&gt; britânica. Para já não existe uma data prevista para o lançamento em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se pode verificar na imagem acima apresentada, para além dos cinco discos, a edição europeia irá conter também um conjunto de oito fotografias de coleccionador, um fotograma do filme em película e uma carta pessoal assinada pelo realizador Ridley Scott.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J_hYs1jBy8Y"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/J_hYs1jBy8Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trailer do &lt;em&gt;Final Cut&lt;/em&gt; de "Blade Runner", montagem final de Ridley Scott&lt;br /&gt;que está a ter apresentações limitadas em cinemas dos EUA e em alguns&lt;br /&gt;festivais europeus e que será lançada em DVD no final de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez os fãs europeus ficam a perder em relação aos norte-americanos já que naquele mercado será disponibilizada, a partir de 18 de Dezembro, uma edição ainda mais completa que inclui também um unicórnio em origami (réplica daquele que Deckard encontra no final do filme) e um &lt;em&gt;spinner&lt;/em&gt; (veículo voador da polícia) em miniatura. Tudo isto embalado numa mala metálica exclusiva, em edição limitada e numerada, que está também disponível para pré-reserva em lojas como a &lt;a href="http://www.amazon.com/Blade-Runner-Five-Disc-Ultimate-Collectors/dp/B000K15VSA/ref=pd_bbs_sr_1/103-6816861-4410219?ie=UTF8&amp;amp;s=dvd&amp;amp;qid=1193079765&amp;amp;sr=8-1"&gt;Amazon&lt;/a&gt; dos Estados Unidos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-6245739555750302371?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/6245739555750302371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=6245739555750302371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/6245739555750302371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/6245739555750302371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/10/ainda-blade-runner.html' title='Ainda Blade Runner'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxz131GUToI/AAAAAAAAACE/F9wjGFPSCsE/s72-c/br5discseteuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-1968034321298222404</id><published>2007-10-19T09:03:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T08:59:54.027+01:00</updated><title type='text'>Blade Runner - 25 anos depois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxm4HFGUThI/AAAAAAAAABM/-43nOO6mNt8/s1600-h/blade+runner+final+cut+poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123328482877918738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxm4HFGUThI/AAAAAAAAABM/-43nOO6mNt8/s320/blade+runner+final+cut+poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de décadas de versões diversas em VHS, Laserdisc e DVD de "Blade Runner", chega finalmente a edição definitiva deste clássico da ficção-científica. Foi um difícil percurso com um quarto de século que culmina agora numa gloriosa celebração para uma obra-prima nem sempre consensual, mas cuja influência artística e social não pode ser negada.&lt;br /&gt;Fruto de um processo de produção tortuoso, marcado por conflitos entre o realizador Ridley Scott e os financiadores, mas também por atritos com os próprios actores e equipa técnica (ficaram famosas as discussões com o protagonista Harrison Ford), "Blade Runner" acabou por ser lançado nos cinemas numa versão profundamente alterada em relação às pretensões dos seus criadores. Depois de um &lt;em&gt;test screening&lt;/em&gt; onde os espectadores pareceram ficar confusos com o que viram os produtores, numa tentativa de clarificar a narrativa, ordenaram a inclusão de segmentos de &lt;em&gt;voice over&lt;/em&gt; exageradamente explicativos, para além de um final feliz forçado. Lançado nos cinemas norte-americanos no Verão de 1982, o filme foi esmagado pela crítica e o público, ainda imbuído no espírito caloroso e familiar do recém-lançado "E.T. O Extraterrestre", acabou por ignorá-lo.&lt;br /&gt;Nos anos que se seguiram o florescente mercado de VHS viria a ressuscitar "Blade Runner", convertendo-o naquele que será, muito provalvelmente, o primeiro filme de culto. Entre fanzines criados por apaixonados seguidores e as extensas discussões que se seguiriam na ainda jovem internet, nascia um fenómeno à escala mundial onde todos tinham interpretações diversas para os inúmeros elementos narrativos e estéticos da obra. Tudo culminaria, numa primeira fase, no relançamento do filme numa versão &lt;em&gt;Director's Cut&lt;/em&gt; - esta denominação é um pouco abusiva já que Ridley Scott apenas permitiu que o filme fosse remontado segundo as suas instruções, sem contar contudo com o seu empenho directo e pessoal - onde para além da remoção da já referida &lt;em&gt;voice over&lt;/em&gt; e do inane &lt;em&gt;happy ending&lt;/em&gt;, foi acrescentada a já mítica visão de um unicórnio por parte da personagem central Rick Deckard, que reabriu a discussão sobre se ele seria um humano ou um &lt;em&gt;replicant&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Volvidos então 25 anos, após longas negociações para que a Warner Home Video pudesse voltar a deter os direitos de comercialização do filme, surge agora a versão final assinada pelo realizador britânico (denominada &lt;em&gt;Final Cut&lt;/em&gt;), onde revertem todos os elementos cuja inclusão estava inicialmente prevista. Para englobar este momento único para todos os fãs (onde orgulhosalmente me incluo) foram criadas nada menos que três edições distintas, que vão da mais simples com 2 DVD, passando por uma intermédia com 4 discos e a mais desejada com 5 DVD, que inclui por seu turno cinco versões do filme.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E4fV7OCyRDU"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/E4fV7OCyRDU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trailer do extenso documentário "Dangerous Days" que reflecte&lt;br /&gt;sobre todo o processo de produção do filme e que marcará presença&lt;br /&gt;nesta nova edição, ocupando todo o segundo DVD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sem entrar em demasiados pormenores sobre cada uma das edições fixemo-nos apenas na mais completa. No primeiro DVD teremos o Final Cut do filme, acompanhado de diversos comentários áudio gravados por Ridley Scott, Hampton Fancher e David Peoples (argumentistas), Syd Mead (responsável de forma fulcral por todo o design visual) e Douglas Trumbull (genial técnico dos efeitos visuais) entre outros. No segundo disco teremos um documentário de 3 horas e meia, intitulado "Dangerous Days" (ver trailer acima), com a participação de mais de 80 intervenientes directos e indirectos na produção de "Blade Runner" e na interpretação de todo o fenómeno cultural que o sucedeu. O terceiro DVD contém três versões distintas do filme, a montagem original norte-americana (1982), a versão internacional (1982) que inclui algumas breves sequências de acção e violência não mostradas nos cinemas dos EUA e ainda o já famoso &lt;em&gt;Director's Cut&lt;/em&gt; (1992), que lança a controvérsia sobre a real natureza de Rick Deckard. Para o quarto DVD a Warner Home Video seleccionou um conjunto de pequenas featurettes da época com entrevistas e sequências cortadas nunca antes vistas, destacando-se uma série de conversas com Philip K. Dick (autor do romance "Do Androids Dream of Electric Sheep" que esteve na origem do filme) e as galerias com esboços usados na concepção cénica. O quinto e último disco, um bónus apenas para aqueles que adquirirem a edição mais completa, traz-nos a Workprint de "Blade Runner" (numa tradução literal será a "versão de trabalho" utilizada geralmente para as primeiras sessões públicas ou &lt;em&gt;test screenings&lt;/em&gt; dos filmes) que se apresenta como a mais radicalmente diferente jamais vista, incluindo uma nova sequência de abertura, uma banda sonora alternativa e diálogos não utilizados nas montagens posteriores. Certamente uma relíquia a ver e preservar por todos os seguidores do filme, mas também uma excepcional oportunidade para revelar este momento magistral de cinema a toda uma geração que só lhe terá conhecido os "herdeiros", toda uma panóplia de obras que beberam inspiração neste monumento criativo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-1968034321298222404?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/1968034321298222404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=1968034321298222404' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1968034321298222404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1968034321298222404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/10/blade-runner-25-anos-depois.html' title='Blade Runner - 25 anos depois'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/Rxm4HFGUThI/AAAAAAAAABM/-43nOO6mNt8/s72-c/blade+runner+final+cut+poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-2847855131677201076</id><published>2007-10-01T20:22:00.001+01:00</published><updated>2007-10-01T23:16:27.019+01:00</updated><title type='text'>Os melhores "Prison Movies"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RwFca1GUTfI/AAAAAAAAAA8/pa2Vc7SGtOw/s1600-h/cellgreen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116472267669523954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RwFca1GUTfI/AAAAAAAAAA8/pa2Vc7SGtOw/s320/cellgreen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois do texto sobre "Os Condenados de Shawshank" publicado na abertura deste blog surgiu a sugestão para que fizesse um &lt;em&gt;top ten&lt;/em&gt; dos melhores filmes passados em prisões. Como qualquer lista do género são sempre muitos os que ficam de fora, quer por falta de "espaço" na lista ou simplesmente porque nunca os vi. Aí está a lista dos dez melhores a que já assisti sem nenhuma ordenação especial.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Os Condenados de Shawshank" &lt;/strong&gt;("The Shawshank Redemption", 1994): Foi devido a este filme que esta lista nasceu e assim surge, com mérito, referido entre ela. É um filme de prisão porque a sua acção decorre no interior duma, mas a reflexão moral e de vida que o perpassa são maiores do que "aqueles muros de pedra" que assomam sobre os prisioneiros. Para mais algumas ideias leia-se o post anterior publicado neste blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"O Buraco"&lt;/strong&gt; ("Le Trou", 1960): Este filme quase desconhecido representou o adeus do realizador francês Jacques Becker ao cinema e à vida (faleceu pouco depois de o terminar). Mas despediu-se com uma obra-prima magistral, de um rigor fílmico enorme e onde nada é deixado de parte. Cinco homens encerrados numa cela exígua planeiam fugir da prisão. Os árduos trabalhos de escavação e limpeza são retratados de forma quase documental, sentimos o enorme esforço físico e, mais relevante ainda, as tensões psicológicas entre personagens cujo passado desconhecemos e das quais, também por isso, desconfiamos. O plano é quase perfeito e só uma traição poderá denunciá-lo. A ver sem restrições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Papillon" &lt;/strong&gt;("Papillon", 1973): Baseando-se na obra homónima e autobiográfica de Henri Charriére, o realizador Franklin J. Schaffner transporta-nos para a Ilha do Diabo, uma das mais horríveis colónias penais francesas. Um criminoso menor (Steve McQueen) é condenado a cumprir pena naquela prisão da Guiana Francesa por, supostamente, ter assassinado um proxeneta. Lá irá conhecer Louis Dega (interpretação magnífica de Dustin Hoffman) e envolver-se, ao longo de vários anos, numa série de tentativas de fuga impressionantes. Uma crónica impactante sobre a persistência do espírito humano face ao terror e ao horror de um inferno prisional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Os Fugitivos de Alcatraz"&lt;/strong&gt; ("Escape from Alcatraz", 1979): Filme soberbo, entre o rol de colaborações de excepção entre o realizador Don Siegel e o actor Clint Eastwood, "Os Fugitivos de Alcatraz" transcorre no espaço da mais mítica prisão do mundo. Alimentado pelo seu ódio contra o regime brutal e desumano imposto pelo director da cadeia (Patrick McGoohan), Eastwood desenvolve um engenhoso plano que culminará com uma espectacular fuga e o encerramento de Alcatraz. Evitando alguns dos clichés do género, Don Siegel centrou-se no essencial (uma perspectiva rigorosa herdada dos realizadores franceses), revelando cada passo do esquema num crescendo de sensações e construindo thriller calculista e fascinante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"A grande evasão" &lt;/strong&gt;("The Great Escape", 1963): A história real de um campo de prisioneiros de guerra durante a II Guerra Mundial é trazida à vida por John Sturges neste genial épico de aventura e tensão. Apoiando-se num colossal &lt;em&gt;ensemble&lt;/em&gt; de actores (Steve McQueen, Richard Attenborough, James Garner, James Coburn e Charles Bronson, apenas para destacar alguns) cria o relato humano de um dos mais arrojados planos de fuga jamais criados, capaz de despertar os mais rasgados sorrisos e também a mais profunda comoção. São quase três horas de entretenimento puro, generosamente complementado pela rica composição musical de Elmer Bernstein, que sublinha o delicioso humor de algumas personagens, mas também a tragédia que as envolve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Fugiu um Condenado à Morte" &lt;/strong&gt;("Un Condamné à Mort C'Est Echappé", 1956): Esta será talvez a obra menos hermética e inacessível do mestre gaulês Robert Bresson e, simultaneamente, um dos melhores exemplos da forma contida e, podemos dizê-lo, minimalista como realizava. E esse estilo adequa-se na perfeição ao tema de um homem desesperado que tenta fugir de uma quase inexpugnável prisão nazi. Tudo é reduzido ao essencial: o isolamento contínuo da personagem central vai ampliando a urgência de uma solução e do desfecho que se antevê. O resto é o mais puro suspense, ancorado na crueza com que Bresson enfoca esta narrativa quase muda (poucos diálogos e quase nenhuma música), sublimando as suas próprias experiências pessoais durante a II Grande Guerra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"A Ponte sobre o Rio Kwai"&lt;/strong&gt; ("The Bridge on the River Kwai", 1957): Se existiu alguém capaz de filmar uma história tão grandiosa como esta, essa pessoa foi David Lean. Mestre total do Épico (o E maíusculo não é acidente), Lean inflou este relato de um grupo de militares ingleses encarcerados num campo de prisioneiros japonês com uma dimensão humana e visual raramente atingidas e só superadas no seu "Lawrence da Arábia". Alec Guinness lidera estoicamente o seu pelotão nos faraónicos trabalhos de construção de uma ponte, apertado pela pressão do tempo, incorporada no Coronel Saito (excelente Sessue Hayakawa). Paralelamente desenvolve-se uma missão quase suicida para a destruição da mesma, liderada por um relutante ex-prisioneiro americano (William Holden). Talvez a maior metáfora cinematográfica jamais criada sobre a loucura e futilidade da guerra. Incontornável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Gulag" &lt;/strong&gt;("Gulag", 1985): Uma pequena delícia este thriller criado directamente para TV. Um engenheiro de televisão (David Keith) vê-se envolvido num obscuro esquema do KGB que termina com a sua prisão num gulag siberiano. Desesperado pela sentença de 10 anos a que foi condenado, decide então fugir contando com a colaboração de um cínico espião britânico (Malcolm McDowell). "Gulag" evoca os fantasmas esquecidos da guerra fria e da forma como o ocidente via o mundo obscuro que se escondia por detrás da cortina de ferro. McDowell, um dos actores mais desaproveitados dos últimos 30 anos, oferece-nos mais uma grande actuação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Stallone: Prisioneiro" &lt;/strong&gt;("Lock Up", 1989): Certamente o filme menos consensual desta lista, mas também um dos melhores exemplos daquilo que o típico &lt;em&gt;prison movie&lt;/em&gt; deve ser. É inegável que muitas das obras deste género que se produziram depois, como "O Último Castelo", foram fortemente influenciadas por este esforço imperfeito do realizador John Flynn. Sylvester Stallone interpreta um simpático prisioneiro, condenado por um crime menor, cuja pena está prestes a terminar. Aí surge Donald Sutherland, interpretando um sádico director de prisão que moveu influências para levar Stallone para o seu "inferno". Por entre alguns lugares-comuns e personagens estereotipadas, este filme vence sobretudo pela forma sincera como aborda a temática prisional e remete-se simplesmente à categoria de filme que representa: excelente entretenimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"O Expresso da Meia-Noite" &lt;/strong&gt;("The Midnight Express", 1978): Fecha-se esta lista com um dos incontornáveis clássicos do filme de prisões, um doloroso relato escrito por Oliver Stone e realizado por Alan Parker. Um turista americano (Brad Davis) decide arriscar tudo ao tentar transportar uma grande quatidade de droga para a Turquia. O sistema legal do país decide fazer dele um exemplo e condena-o a 30 anos no terror de uma prisão de condições indescritíveis. Longe de casa, alienado por um mundo indiferente e imensamente cruel, a única solução será apanhar o "expresso da meia-noite", nome dado ali às tentativas de fuga da prisão. Com esta obra Alan Parker, indo beber à tradição iniciada por "Papillon", elevou a fasquia no que toca à representação da loucura destilada no ambiente prisional e da imensa violência que o atravessa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-2847855131677201076?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/2847855131677201076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=2847855131677201076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2847855131677201076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/2847855131677201076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/10/os-melhores-prison-movies.html' title='Os melhores &quot;Prison Movies&quot;'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RwFca1GUTfI/AAAAAAAAAA8/pa2Vc7SGtOw/s72-c/cellgreen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-1818593157755175159</id><published>2007-09-25T21:56:00.001+01:00</published><updated>2007-10-23T08:53:15.700+01:00</updated><title type='text'>Os mais aguardados!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da estagnação que foi a época cinematográfica de Verão em Portugal chega a altura das grandes estreias do último terço do ano. Estes serão alguns dos mais aguardados. Deseja-se que a maioria deles ainda estreiem em 2007 nos nossos cinemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- "&lt;strong&gt;3:10 to Yuma"&lt;/strong&gt;: James Mangold ("Copland" e "Walk the Line") realiza este remake de um western clássico. Russell Crowe e Christian Bale são os protagonistas e a crítica norte-americana saudou efusivamente a perspectiva refrescante que este filme trouxe sobre um género dado como morto há muitos anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford": &lt;/strong&gt;Já que falamos de westerns aqui está o outro representante deste género para este ano. Uma elegia (mais de duas horas e meia de metragem) sobre a decadência do oeste americano e o fim da era dos míticos cowboys incorporada por Brad Pitt e por Casey Affleck. Será uma boa razão para rever o mítico "The Long Riders" de Walter Hill, também ele sobre o bando do histórico "outlaw" Jesse James.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Sicko"&lt;/strong&gt;: O &lt;em&gt;agent provocateur&lt;/em&gt; Michael Moore lança mais umas farpas sobre a política dos EUA com uma análise corrosiva sobre sistema de saúde público do país, com George W. Bush no centro das críticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Into the wild"&lt;/strong&gt;: Para quem ainda não reparou Sean Penn, para além de um grande actor, é também um excepcional realizador. Para a sua quarta longa-metragem escolheu a história verídica de Christopher McCandless, um jovem de 22 anos que abandona a sua confortável vida para enveredar por uma aventura que o levou aos recantos mais selvagens dos Estados Unidos. Um reencontro com a tradição dos históricos exploradores e a descoberta dos párias que residem à margem da sociedade americana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"In the Valley of Elah"&lt;/strong&gt;: Tommy Lee Jones é o protagonista central neste drama intimista sobre a morte misteriosa de um jovem no Iraque e um pai que busca respostas onde ninguém lhas parece querer dar. Paul Haggis escreveu e realizou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Eastern Promises"&lt;/strong&gt;: O regresso esperado de David Cronenberg acompanhado pelo repetente Viggo Mortensen ("Uma História de Violência"), Naomi Watts e Vincent Cassell. Relata a história de uma enfermeira que procura a verdade sobre uma jovem prostituta que, antes de morrer, deu á luz uma criança. Uma viagem "guiada" por um proeminente mafioso russo que a levará aos recantos mais sórdidos do crime organizado de Londres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Lust, Caution"&lt;/strong&gt;: O filme com que Ang Lee arrebatou mais uma vez o Leão de Ouro em Veneza leva-nos até á década de 40 em Xangai. Uma jovem resistente chinesa envolve-se num complexo plano para assassinar um alto dignatário que colabora com os invasores japoneses. Para isso acaba por se envolver intimamente com ele, talvez demasiado para se manter indiferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Elizabeth: The Golden Age"&lt;/strong&gt;: Quem viu "Elizabeth" em 1998 e gostou (como é o meu caso) ficou com sede de uma sequela. Sehkhar Kapur teve finalmente luz verde para produzi-la com todas as estrelas originais. Contem por isso com Cate Blanchett e Geoffrey Rush, mas também com Clive Owen e Samantha Morton que vêm engrossar um elenco de luxo. Está prometida uma recriação da destruição da Armada Invencível de Espanha, pelo que se prevê novo festim visual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Michael Clayton"&lt;/strong&gt;: George Clooney está de regresso aos thrillers, desta vez só como actor, para a história de um ex-advogado sem escrúpulos que faz o trabalho sujo de uma das maiores empresas legais de Nova Iorque. O seu sucesso só é igualado pelos fracasso na sua vida pessoal. Mas tudo vai mudar quando um caso aparentemente simples é sabotado e Michael Clayton é levado a repensar as suas estratégias para o trabalho e para a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Reservation Road"&lt;/strong&gt;: Depois do sucesso crítico de "Hotel Ruanda" o realizador Terry George dirigiu este pungente drama sobre um advogado (Mark Ruffalo) que atropela mortalmente uma criança e foge. Os pais (Joaquin Phoenix e Jennifer Connelly) assistem ao acidente mas não reconhecem o condutor. Ruffalo enfrenta um enorme dilema moral que só vai aumentar quando a família da criança o contrata para tratar das questões legais do caso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Gone Baby Gone"&lt;/strong&gt;: Os fracassos comerciais acumularam-se e desta vez Ben Affleck decidiu "esconder-se" atrás da câmara para realizar um muito prometedor policial onde conta com a colaboração de colossos como Morgan Freeman e Ed Harris, para além do seu irmão Casey Affleck. Esta história sobre o rapto de uma criança e as suas consequências devastadoras foi adaptada do livro de Dennis Lehane, cuja obra "Mystic River" já tinha sido adaptada ao cinema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"American Gangster"&lt;/strong&gt;: Todos aguardam a estreia do novo filme de Ridley Scott, que põe Denzel Washington e Russell Crowe frente-a-frente na Nova Iorque dos anos 70. Baseado na história real de Frank Lucas, um dos maiores criminosos da história de Manhattan, que construiu um império de crime traficando droga dentro dos caixões dos soldados americanos mortos no Vietnam que regressavam aos EUA. Uma grande aposta de Scott para as bilheteiras e para os Óscares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Lions for Lambs"&lt;/strong&gt;: Um professor (Robert Redford), uma jornalista (Meryl Streep) e um congressista (Tom Cruise) vêm as suas vidas e carreiras afectadas pela investigação de um incidente que envolve soldados americanos no Afeganistão. Um filme com um tema actual e impactante, com Redford a ser responsável pela realização.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;"Beowulf"&lt;/strong&gt;: Recriação do épico heróico inglês totalmente feita em animação 3D. Robert Zemeckis regressa a esta tecnologia depois do surpreendente "Polar Express", desta vez com uma abordagem mais violenta e realista. Ray Winstone, Angelina Jolie, John Malkovich e Anthony Hopkins emprestam as suas aparência e vozes ao que promete ser um dos filmes do ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-1818593157755175159?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/1818593157755175159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=1818593157755175159' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1818593157755175159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/1818593157755175159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/09/os-mais-aguardados.html' title='Os mais aguardados!'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3931901875118461916.post-7393701713379041584</id><published>2007-09-25T18:07:00.000+01:00</published><updated>2007-09-25T18:40:00.096+01:00</updated><title type='text'>"Get busy living or get busy dying."</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RvlHyFGUTeI/AAAAAAAAAAw/SR9Rm32xxnM/s1600-h/TheShawshankRedemption.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114197777543613922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RvlHyFGUTeI/AAAAAAAAAAw/SR9Rm32xxnM/s320/TheShawshankRedemption.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reencontrei-me recentemente com esse clássico popular do cinema que é "Os Condenados de Shawshank" ("The Shawshank Redemption" no original). Popular hoje, porque na altura do seu lançamento nos cinemas em 1994 não chamou a atenção de muitos, mesmo apesar das sete nomeações para os óscares. O mítico VHS viria a redimir esta obra-prima, transformando-a numa das mais compradas e alugadas entre o mercado do vídeo caseiro. Hoje surge legitimamente nas listas dos melhores filmes de sempre tanto da crítica como do público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O realizador Frank Darabont jogou e forma sábia com o tempo e a longa extensão do filme permite uma reflexão aprofundada sobre os temas da liberdade física e espiritual. Tim Robbins e especialmente Morgan Freeman incorporam duas personagens quase dicotómicas, o primeiro um inocente aprisionado que se recusa a ser institucionalizado, o último é o paradigma do "homem da prisão", sábio nas negociatas típicas entre os encarcerados e nas regras não escritas que regulam aquele universo fechado. Mais do que um simples bom filme "Os Condenados de Shawshank" é uma experiência de vida, qualquer sinopse ou definição são demasiado redutoras para explanar o ataque sensorial e espiritual que nos atinge ao vê-lo. A direcção de Darabont é precisa e bela, mas a banda sonora de Thomas Newman desempenha aqui um papel essencial. Os tons melancólicos e introspectivos do piano e das cordas (violino e violoncelo) sublinham o etéreo deste filme onde toda a crueldade do mundo prisional se desvanece face à vitória do espírito. E essa a ideia essencial, a única verbalizável talvez, com que ficamos. É um filme fortíssimo, deixa-nos absortos nos conceitos e na estética impecável, mas ressoa também num nível superior. Mais uma obra que mostra que é possível ser-se popular na forma, mas profundo e complexo no conteúdo. A ver sem reservas e por todos, principalmente para aqueles que esqueceram o prazer de ver CINEMA. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3931901875118461916-7393701713379041584?l=filac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filac.blogspot.com/feeds/7393701713379041584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3931901875118461916&amp;postID=7393701713379041584' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/7393701713379041584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3931901875118461916/posts/default/7393701713379041584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filac.blogspot.com/2007/09/get-busy-living-or-get-busy-dying.html' title='&quot;Get busy living or get busy dying.&quot;'/><author><name>Carlos L. Figueiredo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://bp3.blogger.com/_B6TwrwXxQTw/SC3fCFk8LEI/AAAAAAAAAGg/hSzGcPQ70UA/S220/BladeRunner.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B6TwrwXxQTw/RvlHyFGUTeI/AAAAAAAAAAw/SR9Rm32xxnM/s72-c/TheShawshankRedemption.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
